Surgem os áudios da cela do Youssef: são mais de 100 horas

O aparelho instalado na cela de Alberto Youssef gravou mais de 100 horas de conversas - Reprodução

O aparelho instalado na cela de Alberto Youssef gravou mais de 100 horas de conversas – Reprodução

 Marcelo Auler

A notícia ainda vem sendo guardada a sete chaves pela direção geral do Departamento de Polícia Federal, mas vazamentos já ocorreram confirmando que a perícia técnica do DPF recuperou mais de cem horas de áudios que foram feitos, ilegalmente, dentro da cela do doleiro Alberto Youssef, entre março de 2014, data em que ele foi preso e abril do mesmo ano, quando localizou o grampo no forro do teto. Tudo na carceragem da Superintendência do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR).

A recuperação destes áudios – cujo som não tem boa qualidade, mas os peritos estão tentando melhorar através de modernos equipamentos -, já chegou, extraoficialmente, ao conhecimento do deputado Aluísio Mendes Guimarães (PSDC-MA), um dos parlamentares mais ativos na CPI da Petrobrás, desde a terça-feira (06/10).

Ao confirmar a informação para o blog, o deputado não quis avaliar o que esta descoberta pode trazer para a Operação Lava Jato:

Aluísio Mendes Guimarães: responsáveis devem responder legalmente Foto: Zeca Ribeiro/Câmara

Aluísio Mendes Guimarães: responsáveis devem responder legalmente
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara

 “Não farei juízo de valores sobre esta descoberta e as suas consequências. Só acho que quem não agiu corretamente no início desta Operação – que é importante no combate à corrupção – deve responder legalmente por isso. O efeito que isto terá em toda a Operação, cabe ao Judiciário avaliar. Não tenho elementos para fazê-lo”, comentou.

Segundo ele, a perícia resgatou a integralidade dos áudios nos computadores que o agente Dalmey Fernando Werlang identificou como sendo onde as gravações estavam guardadas. Conforme o próprio Dalmey admitiu na CPI da Petrobras, em julho passado – quando assumiu que colocou o grampo na cela – ele localizou no servidor do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) da SR/DPF/PR copia dos áudios que ele captou na cela do doleiro.

Receoso de que estes áudios fossem apagados, ele e o delegado Mario Fanton – lotado em Bauru que estava em Curitiba fazendo investigações sobre um possível dossiê contrário à Operação – comunicaram o fato a Coordenadoria de Assuntos Internos (Coain) da Corregedoria de Polícia em Brasília que tratou de confiscar os aparelhos para a realização da perícia técnica.

Independentemente da forma como esta descoberta afetará todo o trabalho realizado de combate ao maior esquema de corrupção que já se teve notícia – o que provoca aplausos nacionais -, os delegados que ocupam cargos de chefia na Superintendência devem sérias explicações.

Esses delegados, a começar pelo superintendente, Rosalvo Ferreira Franco, insistiam que não existia grampo para ouvir o doleiro. O aparelho descoberto no final de março – que só foi entregue em abril –, segundo eles, estava na carceragem desde 2008, desativado, por conta de uma investigação em tono do traficante Fernandinho Beira-Mar.

Para o deputado, qualquer trecho do grampo que vier a ser divulgado, jogará por terra abaixo as argumentações dos delegados da Operação Lava Jato que o aparelho estava desativado e era da época do Beira-Mar. “É mais um elemento a derrubar a tese das chefias das superintendência”. Segundo a Diretoria de Inteligência Policial (DIP) em Brasília, o equipamento encontrado só foi encaminhado à Curitiba meses depois de Beira-Mar ter deixado aquela custódia.

Como este blog anunciou no dia 20 de agosto, a Corregedoria do Departamento da Polícia Federal já havia comunicado oficialmente à CPI da Petrobras que o segundo grampo encontrado dentro da superintendência – na escadaria do prédio, local que os servidores usam como fumódromo – também funcionava e não tinha autorização judicial.

Delegados  Rosalvo (alto, esq.- foto: MPRS), )Igor (alto,centro - reprodução),. Daniele (Alto, dir. - reprodução), Moscardi (baixo, esq. Foto Altino Machado)() Marcio Anselmo (baixo, centro - reprodução) e  José Washington (foto oliciapenaldealagoas.blogspot.com.br)

Delegados Rosalvo (alto, esq.- foto: MPRS), )Igor (alto, centro – reprodução),. Daniele (alto, dir. – reprodução), Moscardi (baixo, esq. Foto Altino Machado), Marcio Anselmo (baixo, centro – reprodução) e José Washington (foto -policiapenaldealagoas.blogspot.com.br)

Segundo Dalmey , o grampo da cela de Youssef foi colocado atendendo a determinação de três delegados – o superintendente Rosalvo, o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCor), delegado Igor Romário de Paula, e o principal delegado da Lava Jato, Marcio Anselmo Adriano. Já o aparelho do fumódromo foi instalado por determinação da delegada Daniele Gossenheimer Rodrigues, que era a sua chefe no Núcleo de Inteligência Policial (NIP). A ordem de Daniele foi respaldada, à época, pelo delegado José Washington Luiz Santos, Diretor Executivo, que substituía Rosalvo nas férias deste. Igor e Daniele são casados.

Outro delegado que não ficará bem é Maurício Moscardi Grillo (chefe do Grupo de Investigações Sensíveis – GISE) que foi quem presidiu a sindicância 04/2014 instaurada para apurar se o grampo encontrado na cela estava funcionando. Seu trabalho, segundo críticas do próprio Dalmey, do delegado Fanton e de outros policiais foi todo dirigido para concluir que o aparelho estava desativado e não tinha condições de funcionar. Ele nem mesmo providenciou uma perícia técnica no equipamento.

Também o Ministério Público Federal do Paraná não sairá bem na fita. Afinal, uma de suas funções prioritárias é zelar pelo cumprimento das leis e, neste caso, ele, assim como o próprio juiz Sérgio Moro, aceitaram a tese do grampo desativado, sem contestação.

Outro que terá que se pronunciar, saindo do seu silêncio obsequioso, será o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que até agora parece se manter afastado de tudo quanto é denuncia que surge contra os federais.

72 pensamentos sobre “Surgem os áudios da cela do Youssef: são mais de 100 horas

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  • 12 de outubro de 2015 em 17:43
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    Então ne….o delegado Igor MENTIU em juízo tb pro juiz Moro.Acho que isso ‘e CRIME. SÓ ACHO…

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    • 12 de outubro de 2015 em 18:39
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      O DPF Márcio Anselmo, o CHEFE DA LAVA-JATO NA PF, também mentiu em juízo, no mesmo dia. São os pés de apoio do Moro. Pés de barro.

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      • 12 de outubro de 2015 em 23:22
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        Não se deixe enganar:
        O chefe desse grupo fascista do Paraná é o Sérgio Moro.
        Esse grampo ilegal é apenas uma das muitas ilegalidades que estão cometendo.
        Eles têm um objetivo político bem definido e não estão interessados em combater a corrupção de forma ampla. A corrupção na Petrobrás – que existiu sim – é apenas o motivo para aparentar veracidade de uma falsa narrativa que tem um específico objetivo político de caráter fascista.

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        • 14 de outubro de 2015 em 17:20
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          Concordo plenamente que esse Juiz e o seu grupo, está a serviço político dos derrotados e inconformados…A máscara do Eduardo Cunha já caiu, o J. Barbosa correu da raia e logo iremos ver quem é realmente o que se mostra paladino da Justiça….

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    • 13 de outubro de 2015 em 14:47
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      É CRIME SE O FROUXO DO MINISTRO ZÉ QUISER COLOCA ESSES COVEIROS DO DIREITO TUDO NA RUA INCLUSIVE OS PROCURADORES FANFARROES .

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  • 12 de outubro de 2015 em 18:27
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    Entao ja pode ir arrumando mais vagas la no CMP em Pinhais… Imagina as conversas dos “novos” amigos de cela de Jose Dirceu e cia !! Estarao de “braços abertos” esperando os parceiros da “Gang do Habbeas Corpus do Grampo”,,,,

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    • 12 de outubro de 2015 em 21:05
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      Mas não se esqueça, que contra Dirceu, novamente, não existem provas. Me aponte uma. No mensalão foram as teorias do fato, na vaza-jato contratos que nada tinham a ver com a Petrobras, em países diferentes, em situações e datas diferentes. Mas, não vem ao caso, né? Troll. E como os seres míticos bárbaros, não tem cérebro.

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      • 13 de outubro de 2015 em 12:38
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        E Por que não imaginar Aécios, Serras, FHCs, Agripinos, Nardes .. e tantos outros “moralistas de meia tigela” {mais sujos que os (supostos) mal lavados do PT }??? E seus respectivos coordenadores de campanhas e doleiros associados? Ou será que esses não foram por acaso os “professores” dos que podem ter fraquejado(e possivelmente fracassado) no caminho da corrupção institucionalizada nos intestinos do governo? Ou serão santinhos inocentes e imaculados????

        Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 10:59
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      eu imagino, o Serra, Monica serra e marido ,Aecio Cunha e Mulher FHC e genro . isso e um SONHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

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  • 12 de outubro de 2015 em 18:28
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    Não esquecer que o agente Dalmey foi acusado pelos delegados que faziam propaganda eleitoral para Aécio Neves, e denunciado à Justiça por procuradores fanfarrões, de ter caluniado os colegas. Ou seja, além dos crimes da escuta clandestina e da investigação marota, tem-se também o crime de denunciação caluniosa.

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  • 12 de outubro de 2015 em 19:09
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    Quando funcionário público se acha herói acontece isso aí. Agora vá responder pelos crimes na Justiça, como qualquer cidadão comum. Sugiro uma “delação premiada” , talvez amarrem só uma tornezeleira ao invés de xadrez. ..

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  • 12 de outubro de 2015 em 19:32
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    Éhhh… Como o bom jornalismo e a verdadeira reportagem podem sacudir estruturas que pareciam sólidas! Aquilo que leitores atentos, observadores e desconfiados percebiam e externavam em comentários (sobre o carácter político de todo o circo da Lava Jato, que desde o início se apóia na velha e manjada bandeira de ‘combate à corrupção’, mas que na verdade tem o propósito de enfraquecer e derrubar um governo popular, aniquilar e proscrever um partido político e com ele a esquerda brasileira, permitindo por caminhos tortos e anti-democráticos o retorno da direita política e das classes econômicas mais privilegiadas, de que é representante, ao poder central) foi demonstrado de forma cabal, pelas demolidoras reportagens de Marcelo Auler. Pelo que foi apurado, não há a menor possibilidade dos delegados federais, assim como dos promotores do MP e do juiz federal – que conduzem investigações e julgam processos decorrentes da Lava Jato – negarem de forma convincente o circo que armaram, para fazer da LJ uma versão da “mãos limpas” e assim deslegitimar o sistema político brasileiro. Mas recorrendo a práticas criminosas e ilegais, esses delegados, procuradores e juiz – contando com o apoio cínico, interesseiro e criminoso de boa parte da mídia e da oposição política ao GF e com a não publicação desses desses expedientes ilegais – deslegitimaram a própria condução das investigações, os processos e julgamentos.
    Se forem aplicados à Lava Jato os mesmos critérios uados para anular as operações Satigraha e Castelo de Areia, tudo o que ocorreu após as escutas ilegais deve ser anulado. Caso o alvo político da LJ não fosse o GF, o PT e a esquerda, isso certamente ocorreria e figuras como Gilmar Mendes já estariam trabalhando para anular a operação. Como o alvo da PF, do MP e do juiz federal Sérgio Moro não são o PSDB, a direita e a plutocracia, provàvelmente a operação continuará, mesmo eivada de ilegalidades e práticas criminosas por parte daqueles que deveriam investigar, denunciar e julgar crimes de corrupção.
    E pensar que alguns procuradores do MP tentaram pressionar por meio da imprensa e até neste blog, com o propósito de desqualificar leitores críticos…; apelou-se até para o carácter ‘independente’ do MP – que não presta contas a ninguém e que se acha o supra-sumo da moralidade e da ética públicas – ou do ‘republicanismo’ de uma PF sem comando, para justificar a atuação persecutória, seletiva e como agora provado, repleta de ilegalidades que agora vem sedo rotina tanto na PF como no MP, há pelo menos 10 anos.
    Não me esquecerei da intimidação que um procurador tentou fazer comigo, alegando que os críticos do MP ‘independente’ eram aqueles que temiam ser investigados por prática criminosa. Na ocasião citei toda a parcialidade e partidarização da PF e do MP, como as escutas ilegais feitas na carceragem da PF, em Curitiba. Fico muito satisfeito que o repórter tenha tido coragem de investigar assunto tão importante ao mesmo tempo tão delicado. Parabéns pelas ótimas reportagens. Muito obrigado por fazer o verdadeiro jornalismo, tão raro atualmente.

    Responder
    • 12 de outubro de 2015 em 19:48
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      Abaixo a íntegra do comunicado do MPF quando do surgimento da ilegalidade. E agora ? Vão defender os delegados amigos ou o direito do cidadao ???

      “Nota para a imprensa

      A Força-Tarefa do Ministério Público Federal no caso Lava Jato, diante das notícias publicadas na imprensa nacional (Gazeta do Povo – 12/05; Valor Econômico – 13/05; Veja – 16/05) sobre o encontro de equipamentos eletrônicos na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, vem reiterar que as investigações na denominada “Operação Lava jato” são absolutamente lícitas e livres de qualquer nulidade.

      Em relação ao encontro, há vários meses, de equipamento eletrônico em uma das celas da carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, o qual, segundo investigação arquivada, não era apto a fazer gravações, a renovação da investigação deve ser conduzida com serenidade e efetividade pela Corregedoria da Polícia Federal, com o acompanhamento ativo e próximo, que já está ocorrendo, dos órgãos de controle externo da atividade policial do Ministério Público Federal.

      Como já mencionado, o Ministério Público Federal acompanha de perto a investigação, que se encontra em seu nascedouro, e a extração de conclusões preordenadas, o que parece ter sido feito por algumas fontes mencionadas pela revista Veja em matéria desta data, é precipitada e irresponsável, e poderia constituir indicador de outros objetivos, todos escusos, como o de substituir toda a equipe de investigadores da Operação Lava Jato da Superintendência da PF no Paraná, com o consequente controle dessa operação, e o de criar falsas nulidades a serem aproveitadas pelos investigados e acusados nos mais diversos processos, interesses esses já apontados pela própria revista.

      Por fim, a Força-Tarefa Lava Jato confia que a população, os mais diversos setores da mídia, e o próprio Poder Judiciário saberão separar os fatos, que se espera venham a surgir límpidos e claros das investigações, de outras versões, ingênuas ou até mesmo criminosas, que interesses escusos insistem em propagar.

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      • 12 de outubro de 2015 em 20:39
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        Pelo que entendi para investigar um crime comete-se outro crime. E são esses paladinos da moral e ética que querem derrubar um governo legitimamente eleito. Temos muitas reformas para serem feitas nesse país, começando pelo judiciário onde estão vários “bandidos de toga” com bem disse a Desembargadora Eliana Calmon. Reforma no STF, TSE, STJ, PF, MP, TCU para tirar dessas instituições os políticos e deixar somente aqueles que querem fazer da justiça uma direito de todos.
        Evilázio Costa
        Guanambi-Bahia

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      • 13 de outubro de 2015 em 09:51
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        Vou lembrar outra Nota do MPF do Parana : Em nota, procuradores da República membros da força-tarefa do Ministério Público que atua nas investigações da Operação Lava Jato afirmam que “expressar opinião privada, mesmo que em forma de gracejos, sobre assuntos políticos é constitucionalmente permitida”; denúncia do Estadão mostrou que delegados da Lava Jato xingavam Lula e Dilma e exaltavam Aécio Neves na internet.

        Ficou definido então pelo MPF, que funcionários públicos, que estavam a frente de investigação de corrupção endêmica, podem xingar a presidente da República, e seu partido politico.Definiu – se que o ataque a Democracia via rede social Pública – pois o nome já define o carater publico -REDE social- denomina – se GRACEJOS. A INÉRCIA do Ministro da Justiça em afastar de pronto esse tipo de policiais, que através da imprensa comprada pelos “gracejistas” por migalhas de vazamentos midiaticos- transformando a maior Operação de combate ao tráfico do Brasil ( e não deles, como pensam) numa novela Global, com delacoes praticamente ao vivo no JN,
        tentam até hoje alterar os resultados do sufrágio presidencial. Isso se chama GOLPE.

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    • 13 de outubro de 2015 em 15:22
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      Caro Xará,
      Suas palavras/apreciações são efetivamente contundentes e caracterizadas de força suficientemente ativa/propositiva, onde complementa de forma cabal a reportagem de capa. Sinto-me verdadeiramente apoiado por informação/ões que, me permita, informam efetivamente de um contexto ‘macabro’. Muito obrigado.

      Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 19:50
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    Ora.E tinha-se alguma dúvida,quanto o que chamam de DELAÇÃO PREMIADA,que é o mesmo que DEDURAR? Quem aceita isso,aceitou os DEDO DUROS DA DITADURA E APOIAVAM? Eu somente acho,que está na hora de deixar de lado,AS ARMAS DA CRÍTICA.Quem sabe outro tipo de CRÍTICA?

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  • 12 de outubro de 2015 em 19:55
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    Quero ver o q vai acontecer qd aparecerem as denúncias de tortura…

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  • 12 de outubro de 2015 em 20:07
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    Queridos! Está claro que a OLJ é parte de uma articulação política para derrubar um governo .O grampo não é por acaso .É para salvar todos aqueles da “turma” que aparecerem “por descuido”, quando subir(processo para o outro “andar”). O que importa é o processo (para essa turma-ganhar eleição.,derrubar governo,…).É simples.Não interessa o resultado final.O que vale é o que ocorrer no “MEIO”. Acho que não precisa desenhar! né?

    Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 21:46
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    - A escuta não-autorizada é crime, improbidade administrariva, e transgressão disciplinar interna na PF. ‘E uma violação da intimidade que os juristas consideram até mais grave do que grampo telefônico não autorizado, pois envolve a livre liberdade de uma pessoa comunicar-se com outra, e expressar seus pensamentos e sentimentos. Ainda mais em um ambiente de direito restringido, como numa cela.
    Não custa lembrar que o relato sobre o grampo na carceragem de Curitiba narra uma história bastante conhecida sobre a cadeia de ilegalidades que sempre se produz quando policiais cometem atos a margem da lei e não são investigados corretamente. Ao primeiro crime, que já é grave, seguem-se sempre outros — a fabricação de uma sindicancia fraudulenta e depois de um inquérito criminoso no qual ataca policiais que tem conhecimento do ocorrido; para de novo, criminosamente, aponta – los como bandidos, para silencia – los ou descredibiliza-los. Dai saiu mais outra infracao. Outro grampo clandestino para monitorar “os dissidentes” – pois na verdade os chamados assim sao os verdadeiros policiais daquela Divisao da PF.Lembramos ainda,que os delegados “que vao mudar o Brasil”entraram na justiça para tentar criminalizar o perito Werlang que na CPI da Petrobras confirmou as escutas ilegais. Salvem os Iegas , Werlangs, Fantons, Rivaldos ,Herreras e demais policiais do “organograma dos a serem perseguidos” . … Chega de falsos moralistas…o país na verdade não aguenta mais vocês com suas falácias de salvadores da pátria. Aconselho, primeiro, salvarem o próprio umbigo !

    Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 02:37
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      Muito bem colocado.nao se trata “apenas” de um grampo ilegal.se trata de usar a maquina pública em seu poder para criar “aberracoes” sequenciais para justificar a anterior…O processo está maculado .Assim diz o CPP o C P e a CF….Só falta ver se vai valer o Código da Globo ou da Veja no lugar lá no Supremo.

      Responder
      • 13 de outubro de 2015 em 02:42
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        E como disse o deputado Aluisio Mendes : VÃO TODOS RESPONDER CRIMINALMENTE POR ISSO.

        Responder
    • 14 de outubro de 2015 em 01:24
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      Como no caso do helicóptero dos Perrelas, o procurador Lavieri condenou os policiais por usarem grampo ilegal, e livrou todos os acusados, além de anular a operação. Aqueles que deviam julgar e punir os crimnosos, fazem justamente o contrário, pune os policiais.

      Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 22:01
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    …Eu acho que vi um gatinho….ou um grampinho..ou dois…jaula nele.

    Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 22:09
    Permalink

    Consta que o nome da Operação vai ser….ERGA OMINIS 2….

    Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 22:23
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    Algumas questões me vêm à mente:

    1 – a lei é ou não é pra todos?
    2 – rolou pixuleco pros delegados vazarem a operação na época da eleição?
    3 – como q presos do rio e de São Paulo estão escolhendo advogados de Curitiba pra fazer delação? Como q acontece isso, como eles conhecem os advogados, quem indica?
    4 – se colocar grampo ilegal já é um abuso, fraudar sindicância é o que? Que país é esse hein!!!
    5 – como q vão refundar a república, fraudando procedimentos judiciais? Isso não vai acontecer nem no dia do juízo final.

    Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 23:25
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    Policiais irresponsaveis têm de ser punidos! Se não são punidos acham que são intocáveis. Nao vi emos em um Estado Policialesco! Atenção parte republicana da Polícia Federal! Atenção Srs. Procuradores da força tarefa da Lava Jato. Atenção Juiz Moro. Com bandidos voces não tiveram piedade. Entao, Apliquem a Lei.

    Responder
  • 12 de outubro de 2015 em 23:37
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    Enfim, o plano de melar a Lava Jato se torna realidade. Conforme Marcelo Odebrecht marcou em suas anotações, os “dissidentes da PF” realizaram o plano de sabotagem da Lava Jato com louvor. Triste.

    Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 02:21
      Permalink

      Sr Júlio, ao quem parece quem”melou” “sabotou” a lava jato foram os mesmos que criaram os “dissidentes”, que na verdade sao os policiais federais que optaram por terem o “culhao roxo”e denunciar a fábrica de ilegalidades de um bando de oportunistas prepotentes de coletes da PF. Esse filho não ‘e do Marcelo Odebrecht nao, quem pariu foram os “Aecistas”…

      Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 02:23
      Permalink

      Ah, tenha dó. Ou você vai compactuar com práticas criminosas de policiais federais e procuradores, usando a máxima “os fins justificam os meios”. A crítica que todos os outros leitores que comentam estamos fazendo é contra as ilegalidades e práticas de crime por parte de agentes públicos (PFs e procuradores do MP e mesmo um juiz federal) encarregados justamente de investigar, denunciar e julgar práticas criminosas. Nada a ver com anotações que os mesmos policiais federais tenham atribuído ao empresário Marcelo Odebrecht. Aliás, outro crime foi cometido pela PF, ao violar documentos do departamento jurídico da Odebrecht. Os operadores do Direito e mesmo os cidadãos comuns bem informados sabem que é inviolável a correspondência entre cliente e advogado.
      Quando fazemos essas críticas, estamos defendendo que os agentes públicos (PFs, procuradores do MP e juízes) devem seguir e se submeter rigorosamente ao que prescreve a Lei. Mais do que qualquer outro cidadão os agentes encarregados de aplicar a Lei, devem lhe seguir e respeitar, à risca. Entre o Estado-acusador-opressor e o cidadão, conforme estabelece nossa Lei Maior, a prioridade ´é o cidadão. O agente público só pode realizar atos permitidos pela Lei; ao cidadão é permitido realizar qualquer ato, desde que a Lei não o proíba.

      Responder
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  • 13 de outubro de 2015 em 06:43
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    Esta operação”lava-jato” é tão “heterodoxa” e utiliza-se de critérios tão estranhos ao direito penal e a constituição, visando sempre um populismo e aplausos, que duvido que alguém tenha coragem de punir os “desvios” cometidos por policiais, promotores e juíz. A Justiça populista esta vencendo a “estado de direito” no Brasil.

    Responder
  • 13 de outubro de 2015 em 08:56
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    Essa Lava Jato do Moro é uma “Mãos Limpas” paraguaia!

    Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 10:41
      Permalink

      mais respeito com o Paraguay…

      Responder
      • 25 de outubro de 2015 em 18:02
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        Eu até que gostaria de ter respeito pelo Paraguai, mas não dá, pois foi lá que conseguiram derrubar um presidente eleito com um processo de impedimento em menos de 24 horas, acho que ele tinha apenas 3 horas para apresentar a defesa, se me lembro bem, então, não dá para ter respeito não!, republiqueta de banana mesmo! Nós, por outro lado, seremos mais respeitados, pois seremos uma República de Bananas, é menos pejorativo e mais chique!

        Responder
  • 13 de outubro de 2015 em 09:20
    Permalink

    Qual a dificuldade de se tirar esses delegados da frente da Operação e investigar essas acusações ? Será que na PF ‘e igual ao Judiciário, que só tem um Juiz capaz disso ? O resto ‘e tudo parcial ? Me parece mais ao contrário , que a parcialidade não pode ser fundada e tem rostos definidos. Até os promotores dizem, conforme nota acima, que esses delegados são “imexiveis”. Muito estranho tudo isso.

    Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 11:02
      Permalink

      Lógico q esses delegados são indispensáveis pró MPF.
      Pelo q conhecemos da PF, devem ser os únicos q se dão ao cometimento desenfreado de crimes, pra alcançar o projeto de poder do MPF e só juiz da Guantánamo de Curitiba….

      Responder
  • 13 de outubro de 2015 em 10:36
    Permalink

    Vazaram alguns ja : ( pra variar, a PF do Zé , é uma Peneira, vaza ate a investigação do Vazamento !! )

    U…ssef ( assim mesmo, tipo U2, mesmo status de “astro”, o “astro” tupiniquim: Po, e agora Paulo Roberto, que que vamu fazer ?
    Paulo Robero Costa : TIVE UMA IDEIA ! Vamo fazer uma delacao premiada, nao da nada, lembra o Banestado, vc enganou todo mundo e deu nada !!
    U SSEF : boa, mas vamo entregar quem ?
    Paulo Roberto “Costa Quente” : Ha, sei , la … escolhe ai… A DILMA, O LULA ou o Ronaldinho Gaucho…
    U SSEF : vamo tirar no palitinho…

    Responder
  • 13 de outubro de 2015 em 10:49
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    Em outros blogs eu previ que o destino da Operação Lava Jato era o mesmo das Operações Castelo de Areia e Satiagraha, porque havia muitos figurões metidos em falcatruas e roubalheiras.
    Numa operação que envolve centenas de policiais e dezenas de procuradores sempre há um que se vende para provocar nulidade no processo.
    É uma pena, pois tínhamos a esperança de que, desta vez, começaríamos a passar o Brasil a limpo.

    Responder
    • 13 de outubro de 2015 em 11:11
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      Quanto será então que ganharam os Aecistas para colocar um grampo ilegal na cela ? Já que , se são amigos do Juiz ao ponto do Moro ir à apresentação do Doutorado de um deles em São Paulo, era só pedir a autorização que ele daria. Aí que está a questão. ..

      Responder
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  • 13 de outubro de 2015 em 11:25
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    Acho que a justiça tem que ser imparcial e trabalhar em silêncio, acho que muita gente ainda irá se desculpar com o ministro José Eduardo Cardoso.

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  • Pingback: Surgem os áudios da cela do Youssef: são mais de 100 horas | Desacato

  • 13 de outubro de 2015 em 11:47
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    Conforme comentário em outro blog:
    Espero que as investigações continuem supervisionada dentro da esfera da direção geral da PF. Todos sabemos que em Estados governados por tucanos a Justiça não é cega e enxerga só pelo olho direito… Esperamos que os crimes já descobertos e comprovados não sejam anulados, mas sim reanalisados para saber qual o grau de contaminação que os grampos tiveram. Passou da hora de encaminhar a investigação à pessoas mais competentes e isentas. Estou até agora sem entender: mesmo que Eduardo Cunha tenha foro privilegiado, uma pessoa que não ocupa cargo político e participou de um esquema mancumunada com um político, como “laranja”, não deveria receber um indiciamento comum? Por que raios a mulher do Vaccari foi presa e a do Cunha não?

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    • 13 de outubro de 2015 em 12:45
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      Ora ora … se um dia …por remoto que seja … foi da GLOBO … então tem IM(P)UNIDADE garantida!!! e a CLAUDIA antes de ser CUNHA era CRUZ e estava na GLOBO!!! Quer curriculo mais protetor???

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  • 13 de outubro de 2015 em 12:39
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    Quer apostar que amanhã sai alguma história mirabolante de dossies, encontros criminosos, conspirações contra a LAVA JATO. ‘E só ler a Folha, a Veja ou a Época … Só escolher….de repente arrumam um encontro do Lula com o Papa para pedir pra ONU chamar os dissidentes para uma.reuniao num mosteiro no Tibete para por um grampo em cima.do grampo do mictório do pentágono …. Já deu ne.

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  • 13 de outubro de 2015 em 13:10
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    Lendo os comentários no Tijolaço e aqui, as pessoas levantam 3 hipóteses:

    HIPÓTESE 1 – alguns andam dizendo que os empresários investigados e/ou o governo cooptaram “delegados dissidentes” para colocar a escuta, para esta ser descoberta pelo Youssef, e assim dar uma razão de anulação da Lava-a-Jato. Isso só faz sentido se Youssef fizesse parte da trama desde o começo, tendo ficado combinado que a certa altura “acharia” o grampo – nesse caso as 100h de gravação não contêm conversas espontâneas, mas contidas, calculadas e não comprometedoras, pois nem os empresários nem o governo correriam o risco do que o Youssef poderia dizer espontaneamente por não saber do grampo. Para validar ou não esta hipótese basta que técnicos especializados analisem o teor das gravações.

    HIPÓTESE 2 – outros andam dizendo o contrário, que o grampo foi colocado pelos “delegados aecistas” (cf. página no fb na época da eleição) para controlarem até que ponto o Youssef poderia comprometer o tucanato, democratas e et caterva e, em verificando que chegaria a isso e não somente aos petistas, melar a operação com o vazamento do grampo ilegal.

    HIPÓTESE 3 – outros acreditam que os delegados puseram a escuta por saberem que não podem confiar no que o Youssef diz em juízo (bandido contumaz, já descumpriu delação no Banestado) e para agilizar as investigações. O grampo combina com a forma reativa com que trabalham – contam com delação premiada para chegar diretamente às provas, o que economiza esforços de investigação de campo e de Inteligência (por isso forçam delações premiadas em série). O grampo seria mais uma das formas de encurtar o caminho.

    Diferentemente da Hipótese 1 (em que Youssef sabia do grampo e por isso o “achou”), nas Hipóteses 2 e 3 os técnicos especializados, ao analisar as 100h de gravação, acharão conversas provavelmente cuidadosas mas espontâneas do Youssef num tom de quem não sabia da existência do grampo, que teria sido de fato achado incidentalmente.

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  • 13 de outubro de 2015 em 13:13
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    Não existe justiça para a justiça , #CPInaJustiçaLavajato

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  • 13 de outubro de 2015 em 13:18
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    Amigo, ninguém entra numa cela cólica um grampo no forro SEM ESTRAR ACERTADO COM OS INVESTIGADORES E A ADMINISTRACAO DA PF DE CURTIBA. Não existe a mínima possibilidade da hipótese um, ainda pq o grampo estava sendo guardado num servidor interno.

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  • Pingback: | O Palheiro

  • 13 de outubro de 2015 em 14:10
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    A árvore envenenada anula todos seus frutos, segundo a jurisprudência pacífica e reiterada do STF e do STJ. Nenhuma novidade aí. A pergunta que não quer calar é: que providências o Procurador-geral da República adotará contra quem supostamente teria cometido, segundo compreendi da matéria acima, crimes de escuta ilegal, formação de quadrilha, fraude processual, perjúrio, prevaricação e talvez até mesmo organização criminosa, fora os desvios administrativos. Acho que foi por coisas muito menos graves que o Delegado Protógenes foi demitido do serviço público? Algum jornalista sério e independente irá perguntar isso ao PGR e às demais autoridades envolvidas?

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  • 13 de outubro de 2015 em 14:23
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    Pois é a turma da PF e do MP passou de mocinhos para bandidos rapidinho né?

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