Briga da PF com Dilma: correção necessária e desconfiança descabida

Marcelo Auler

Com 41 anos de profissão, tenho consciência que o maior patrimônio de um jornalista não chega a ser suas fontes e a prática na apuração de notícias – dois fatores essenciais. Mas, o prioritário é a credibilidade. Sem ela, pode-se ter notícias bem apuradas e até furos de reportagens. Faltando a confiança no autor da reportagem, a tendência é cair no descrédito. Há, porém diferença fundamental entre o erro – ao qual todos estamos sujeitos – e a má fé, que resulta na tentativa de fraudar ou distorcer um fato, uma notícia, o que é inadmissível em qualquer situação.

Postagem na página dos Delegados de Polícia foi de autoria da delegada Evany Cintra Moraes

Postagem na página dos Delegados de Polícia foi de autoria da delegada Evany Cintra Moraes

Na reportagem Briga por verba reflete a briga contra Dilma na PF, postada aqui no Blog na quinta-feira (07/01), cometi um erro e uma injustiça com o delegado aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto. Por equívoco, apontei-o como autor de uma postagem no Facebook dos Delegados de Polícia Federal a respeito do salário da filha da presidente Dilma, Paula Rousseff Araújo.

Na verdade, a autora do post como se verifica ao lado, é a delegada aposentada Evany Cintra Moraes, que junto à foto das duas, fez a comparação do salário de Paula, procuradora do Trabalho, com o dos delegados,.

Coelho Neto sequer frequenta as páginas dos seus colegas de profissão no Facebook. Foi bloqueado nelas por conta de suas posições políticas e divergências ideológicas com os demais.

A ele já me desculpei pessoalmente, mas agora o faço de público, Aos leitores, também peço desculpas pela falta de atenção que provocou o erro.

Ao verificar a postagem, cheguei a procurar o nome de Evany entre os servidores do Departamento de Polícia Federal (DPF). Na página da Transparência Pública, da Controladoria Geral da União (CGU) não a encontrei, provavelmente por ser aposentada e nela só apareceram os servidores na ativa.

Na sua página do Facebook, ela não cita o cargo de delegada aposentada. Apenas o de advogada, residente em São Cristóvão (SE).

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

DPF Armando Rodrigues Coelho Neto, contra o impeachment, crítico à Operação Lava Jato e discordando do encaminhamento da campanha salarial que seus colegas fazem

Ao colocar o post retirado de outra página, Evany, pelo que se deduzr, pretendia  provocar o delegado Coelho Neto questionando se era moral o salário da procuradora do trabalho, bem mais jovem, ser maior que o de um delegado com mais de 30 anos de carreira.

Um “de” colocado à frente do nome Armando Rodrigues Coelho Neto acabou contribuindo com meu erro. Imaginei que a postagem era dele, já que os outros nomes não apareciam na lista da Transparência Pública, nem tinham qualquer indicação na rede de serem do DPF.

O equívoco só percebi à noite, ao ler no Blog a explicação dada por ele. Nela e em outra subsequente, de forma educadíssima, negou a autoria da postagem e explicou não frequentar as páginas de seus colegas. Foi também duramente crítico com os mesmos, por ter uma visão totalmente oposta à maneira como conduzem a campanha salarial. Transcrevo a primeira explicação:

          Armando Rodrigues Coelho Neto.

          7 de janeiro de 2016 em 21:37

Sr. Repórter. Sou contra o impeachment da presidente. Como delegado federal atesto que a PF vive seu melhor momento. Só Dilma, entre 2011/2014, aprovou 13 normas pró PF. A citação ao meu nome está truncada A PF não está lutando contra a corrupção e sim contra o PT. A campanha salarial está contaminada pelo clima de golpe. Os delegados têm feito uma avaliação equivocada do momento político e descontextualizado, seja da crise mundial, da crise nacional e descontextualizada no tempo. Afinal, não comparam passado e presente. Usam a LAVA JATO como chantagem, mas a democracia sobreviverá”.

As ácidas críticas levaram alguns colegas a desconfiarem que não era dele a postagem. Seria uma farsa do Blog ou de terceiros. Foram vários os telefonemas que recebeu, alguns com a dúvida, outros com críticas. Mas ele, na noite de sexta-feira, ao ser localizado pelo Blog e confirmar a autoria dos comentários, não quis alimentar a polêmica. Negou-se a fazer nova consideração sobre o caso, sem deixar de ser gentil e educado.

Da delegada Evany, a quem procuramos por mensagem no Facebook na manhã de sexta-feira, não obtivemos qualquer resposta.

E-mail recebido na mesma noite em que a reportagem foi postada

E-mail recebido na mesma noite em que a reportagem foi postada

Diante da repercussão negativa que a reportagem provocou para a categoria e sem condições de contra-argumentarem a mesma, delegados começaram a questionar a credibilidade do Blog. Além da suspeita sobre a autoria dos comentários do delegado Coelho Neto, alguns duvidaram da veracidade de uma foto desrespeitosa à presidente Dilma. O Blog a identificou como postada pelo DPF aposentado Judas Thadeu de Vasconcelos. Na mesma noite em que a reportagem circulou, um delegado conhecido do Blog, através de e-mail acima, levantou a suspeita de que fosse uma montagem.

É certo que as fotos foram repassadas ao Blog por fontes. Mas, para serem publicadas, foi preciso que confirmássemos a sua veracidade. Isto foi feito com mais pessoas, que reafirmaram que a postagem, na noite de sexta-feira permanecia na página.

A desconfiança da credibilidade da notícia só demonstra que alguns delegados, de tão empenhados na campanha política contra o governo e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não percebem os absurdos que fazem. Isso reflete o jogo político em que estão imbuídos: tentar derrubar a presidente.

A ´rimeira foto postada pelo DPF Thadeu de Vasconcelos entrou na página dos delegados federais às 18h53

A primeira foto postada pelo DPF Thadeu de Vasconcelos entrou na página dos delegados federais às 18h53

Passo a passo das fotos - Dizem que brigam por melhorias salariais e pela manutenção do orçamento do DPF. As postagens, porém, mostram que a briga é basicamente política e que um grupo deles já assumiu há muito tempo a bandeira da oposição ao governo do qual são servidores, alguns já aposentados.

Para recordar a memória dos que não lembram e mostrar que não há qualquer montagem, apresentamos a sequência das fotos do delegado  Thadeu de Vasconcelos.

Elas entraram na página do Facebook em 15 de março, data da manifestação a favor do impeachment, na Avenida Paulista, em São Paulo. Lá estavam o delegado que é mineiro, mas mora em Curitiba, com a mulher Roze.

Não só compareceram como deram divulgação a isso . Mas, no lugar de usarem suas páginas, recorreram à dos Delegados Federais. Ele quis mostrar a seus pares – que não criticaram suas postagens – a posição assumida contra o governo e a favor do impeachment.

A primeira foto, da manifestação na Avenida Paulista, surgiu às 18h53 reproduzindo um cartaz com alguém postando um cartaz com a acusação de partidarização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A segunda foto, já desrespeitosa com a presidente, entrou na página dois minutos depois: 18h55

A segunda foto, já desrespeitosa com a presidente, entrou na página dois minutos depois: 18h55

 

A foto de Dilma Rousseff que apresentamos na matéria postada quinta-feira (07/01), foi a segunda que Thadeu Vasconcelos levou à página, no dia 15 de março.

Ela foi compartilhada dois minutos depois da primeira – às 18h55,

Pelo que se deduz, não foi uma foto tirada na manifestação, mas uma reprodução de imagem de algum celular. Talvez por isso, de qualidade baixa.

A foto, não tem como se discutir, é completamente desrespeitosa à presidente. Ainda assim, segundo algumas fontes ouvidas pelo Blog, permanecia na página dos delegados federais. Ou seja, está lá há dez meses. Sem contestação.

Logo após postar a foto de mau gosto, o delegado Thadeu de Vasconcelos admitiu que se tratava de uma grosseria, mas ainda assim a deixou na página

 

Nos comentários, Thadeu de Vasconcelos admitiu a grosseria da foto que ele postou e dois colegas curtirasm

Nos comentários, Thadeu de Vasconcelos admitiu a grosseria da foto que ele postou e dois colegas curtirasm

 

Dois delegados – Eduardo Queiroz e Tatiane Almeida – curtiram  a postagem , mesmo depois dela ter sido classificada de grosseira.

Fica claro que quem a postou e também os que a curtiram. consentiram com a crítica “grosseira”.

Os demais delegados, ainda que não concordassem com elas – “a imagem da Presidente, de extremo mau gosto, reconheço”, admitiu o autor do e-mail nos encaminhado na quinta-feira à noite – nada fizeram para retirá-la da página.

Já no caso do delegado Coelho Neto, o bloquearam em diversas páginas, possivelmente por pensar diferente.

Com a mulher Roze, Thadeu de Vasconcelos registrou

Com a mulher Roze, Thadeu de Vasconcelos registrou

A última postagem de Thadeu de Vasconcelos teve o intuito de registrar para a posteridade que ele participou do ato que defendia o impeachment da Dilma. “Eu estava lá”, escreveu

Trata-se de um direito dele, graças à liberdade de manifestação consentida a todos os brasileiros. Questionável é ter recorrido à página de servidores federais para gabar-se do feito. Poderia usar sua própria página no Facebook.

Esta última foto foi entrou na página às  18h57, ou seja, em cerca de quatro minutos o delegado Thadeu Vasconcelos compartilhou as três postagens como seus colegas de profissão.

Nesse pequeno espaço de tempo, conseguiu de imediato a curtida dos colegas Queiroz e Tatiane.

A permanência das fotos por um período de dez meses, independentemente de os delegados concordarem ou não com elas, demonstra que se inserem no espírito das publicações ali feitas. Mesmo as desrespeitosas com a presidente da República, chefe do Poder Executivo ao qual os policiais federais estão vinculados. Por menos que gostem dessa vinculação. Ou da presidente.

24 pensamentos sobre “Briga da PF com Dilma: correção necessária e desconfiança descabida

  • 9 de janeiro de 2016 em 16:12
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    Você tem razão grande Marcelo Auler…a credibilidade é tudo, não só na sua profissão, mas na vida de todos! Foi exatamente o que esse pessoal da PF de Curitiba perdeu! A conta vai chegar pelos abusos, erros e crimes praticados…e vai chegar mais cedo do que eles imaginam! Parabéns pelas reportagens não só as referentes a lava jato, mas todas as demais publicadas em seu blog!

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  • 9 de janeiro de 2016 em 16:39
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    Prezado Marcelo Auler, dei uma busca no Facebook e não encontrei uma página “Delegados de Polícia Federal”.
    Teria sido retirada?

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  • Pingback: Briga da PF com Dilma: correção necessária e desconfiança descabida | Marcelo Auler | Q RIDÃO...

  • 9 de janeiro de 2016 em 18:30
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    A reação do Delegado da PF Armando Rodrigues Coelho Neto não surpreende. É assim de forma argumentativa e educada que reagem as pessoas que tem “garrafas pra vender” é um passado pra se orgulhar..Sou testemunha da credibilidade e do bom jornalismo praticado pelo repórter investigativo Marcello Auler…fui parte de uma reportagem onde o repórter descrevia a violação da Lei e de normas pelos Delegados e Agentes da PF do Rio de Janeiro. Esse comportamento de violar leis é uma prática e não exceção.. No Rio descumpriram e desrespeitaram ordens de Juízes Federais. Fui protagonista como Oficial de Justiça Federal de desmandos cometidos por policiais federais. Sofri uma campanha mentirosa das Associações de Delegados e Agentes sofri com ameaças anônimas e até hoje passados alguns anos a situação de cumprimento de Alvaras de Soltura na Justiça Federal do Rio sofre com desmandos e pouco caso de alguns servidores. Nem vou falar sobre as irregularidades que envolvem a celebração de convênio com a SEAP. A Superintendência da PF do Rio é a única nas grandes capitais que não tem carceragem e por isso submetem os presos provisórios da Justiça Federal ao tratamento que o Estado da aos réus condenados. Os presos provisórios são entregues à presídios e convivem em regime de presos condenados. Ficam incomunicáveis violando princípio constitucional já que a confecção de carteiras para a família visitar esses presos provisórios levam de três a seis meses ou mais. A família só tem uma opção contratar um advogado para ter acesso ao preso. Muitas vezes assumem dívidas por puro desespero pra ter acesso ao familiar preso provisório que a Constituição garante tratamento diferenciado do preso condenado.. Conheço bem a arrogância e desmandos de parte dos servidores da PF. Era necessário uma reportagem sobre o número de Delegados e Agentes presos por desmando e corrupção na PF a fim de que a sociedade tivesse uma visão de perto nem tudo que parece é. De heróis da nação só tem a propaganda de uma mídia sem compromisso com a verdade.

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    • 9 de janeiro de 2016 em 20:06
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      Caro colega Ramon, primeiramente, parabéns pela coragem. Nós temos sim muitos problemas internos ok, mas essas pessoas que lhe perseguem são excessão tá, acreditamos que existem maiorias de pessoas corretas na PF, mas sim, existem os problemas, como em todo lugar.

      Marcelo Auler, seu blog repercute cada vez mais entre os colegas agentes. Eu estive por alguns meses em SP a trabalho e cruzei com esse delegado Armando, não conheço ele a fundo. O que sei dele: ele tratava as pessoas bem, os outros colegas, os agentes, etc. É um perfil que está acabando no órgão, ponto.
      Não fico surpreso dele ter visao diferente (e coragem!) pra se manifestar contra esses abusos dos delegados aloprados da lava jato e adpf. parabéins pra ele.

      Essa falta de respeito que os delegados tem com as autoridades tem também dentro da casa, claramente, todos sofrem muito com isso, os escrivãos, agentes, etc, e os delegados também.
      Vou contar uns casos aqui, que tem ligação com esse grupo de delegado, não sei se procede, mas você pode checar, e acho que é um bom caso: um grande amigo delegado me disse que o grupo tem uns 500 nego, mas só a cupula da tal adpf e os pro lavajato que falam, pq se acham os deuses donos da verdade. os outros não fala porque tem medo de expor ideias que não sejam radicais, e serem excluidos ou atacados.
      Um conhecido desse delegado amigo meu, foi vitima disso, o nome dele é Olavo Pimentel, e ele é da delegacia de santarem-PA se não engano. Procure ele e veja se não é verdade.
      Esse cara parece que defencia um diálogo franco e amistoso com os agentes, e foi destruido por esses delegados ai, foi afastado, banido desse mesmo grupo ai Marcelo!
      Lembrei disso porque você fala que o Armando também foi banido, mas dai já não sei de nada.
      Forte abraço federal!

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  • 9 de janeiro de 2016 em 18:33
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    O Facebook ‘e uma REDE SOCIAL. Mesmo que se tenha grupos ou páginas fechadas, quem participa ‘e parte e dono também das publicações, mesmo as de terceiros, no momento em que tais comentários aparecem na página PESSOAL de cada um, na linha do tempo, ou seja, apareceu na minha página , invade meu espaço então me pertence, mas deixando claro que a responsabilidade civil e criminal ‘e do autor da postagem. Talvez por isso o nobre DELEGADO ( nobre pois as atitudes relatadas pelo repórter, depois de ver seu nome erroneamente apontado na matéria, não foi de grosseria , pelo contrário) foi expluso do grupo. Fico me perguntando, uma pessoa assim, tao descente e nobre, porque teve seu nome bloqueado nesse Grupo de Delegados Federais ? Será que só porque não concorda com a posição de desrespeito e intolerância política implantada ? Será porque seria um fonte inteligente que poderia despertar mais pessoas a PENSAR no que está ocorrendo interna corporis na PF ? Ou será apenas porque como aposetado viveu diversas fase da PF, não ingressou, como a maioria desses Delegados, na época em que o governo ja era do PT, e por isso não tem referências para comparações ? O certo ‘e que : Esse grupo de Delegados demostra o perigo da PF atual ter algum tipo de Autonomia. Não estão nem um pouco preparados para isso. Demonstra também que não estão preparados a ser tornarem uma carreira jurídica, pois não tem maturidade para aceitarem uma opinião contrária. Estao longe sa frase que sustentam: ” Delegados Federais os primeiros garantidores dos direitos do cidadao” . Nao passam nem perto disso. Tambem demonstra a agressividade e arrogância de servidores públicos, no qual deveriam ter a sobriedade e o cuidado da não politização de seus cargos.

    Quanto a jornalista Marcelo Auler , em um tempo de exposições e assassinatos de reputações pela imprensa brasileira, o mesmo ‘e um alento que existem repórteres sérios e honrados ainda… A coincidência ‘e que tanto o AULER quanto o Delegado ARNALDO possuem a experiência que so o tempo permite… já a educação e caráter, vem de berço mesmo, ou você tem ou não, e ambos provaram, que têm.

    Sobre a matéria em si, faço um APELO aos dirigentes do MJ e ao próprio MJ, que provavelmente por sua acessoria, recebe e acompanha este blog, como diversos outros :

    Freiar esses abusos e esses crimes cometidos dentro da Operação LAVA JATO por funcionários públicos que se colocam acima da LEI, não quer dizer que o governo deixará de tratar o assunto “de forma republicana” como Vossa Excia gosta de falar, e sim so REFORÇA essa posição. O DPF vem demostrando que sozinho, não vai fazer essa correição de forma exemplar, quando empurra com a barriga a resolucao dessa postura dos delegados a frente desse trabalho, portanto, ou se resolve isso de uma vez por todas, ou essas atitudes casa vez mais se agravarao.

    A impunidade GERA a sensação do poder ilimitado e confunde a opinião própria com responbilidade da função e do cargo público.

    Obrigado pelo espaço para reflexao.

    Responder
  • 9 de janeiro de 2016 em 18:45
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    Já que estamos em um ambiente “de outro nivel” sugiro ao Marcelo Auler fazer uma reportagem sobre as tais “verbas secretas” para Operações que a PF dispõe aos delegados chefes dessas investigações. Veja quanto a LAVA JATO ja gastou com essas verbas, quem gastou, em que gastou, e como ‘e feita a auditoria disso. Aliás tal recurso ‘e recorrente usado na PF…vamos lavar a roupa suja então. ..

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    • 9 de janeiro de 2016 em 19:53
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      dizem na pf (gente que conhece a pf do parana mesmo) que aquele delegadozinho que falsifico a sindicancia do grampo, o tal Moscadi, usou verba secreta pra fazer reforma numa unidade da PF que fica ali na Rua Muricy em curitiba, isso tudo ilegal né, claro.
      essas verbas seria pra paga informante.
      dizem que ele virou a unidade num puteiro, num prostibulo, heheheheh
      ninguém controla isso não marcelo? e se ele quiser dizer que pagou o informante, mas pegar o dinheiro pra ele, como que faz?
      quem controla isso?

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  • 9 de janeiro de 2016 em 20:17
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    Caro jornalista, que coragem!
    Digo isso pois aqui em Curitiba, no nosso meio, sabemos todos como funciona a PF (ao menos aqui). Aquilo, perdoe o termo, é um chiqueiro, um antro de corrupção. Explico.
    Temos histórico de envolvimento descarado de grupos de policiais aqui de Curitiba, com politicos das oligarquias locais, isso é mais do que sabido, e muito pouco comentado, visto que, em regra, vivemos em uma estado violento onde as pessoas “sofrem acidentes”, se me entende bem.
    Certa feita Marcelo, esse sujeito que hoje comanda a PF no Paraná, foi questionado pessoalmente por um colega da RPC, sobre o envolvimento de policiais no caso conhecido aqui como “diários secretos da assembléia”. Reza a lenda aqui, que o superintendente respondeu que se publicasse algo dos seus associados, o reporter seria vitima de “uma apreensão de drogas que seriam encontradas no seu carro…..”
    Olhe só Marcelo, a RPC não publicou nada mesmo, e todos sabem que são vários policiais daqui que tinham envolvimento ali. Um deles era do sindicato, SILVIO, outro era filho de ex-superintendente, e por aí vai……

    Essa PF do Paraná quer corrigir o mundo, mas antes precisa deixar de ser um antro de corrupção.

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  • 9 de janeiro de 2016 em 20:36
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    Gente, cuidado para não nos tonarmos contra o direito à livre manifestação política desses Policiais, que são para além disso cidadãos. Agora, de qualquer forma, eu quero e sou a favor de se investigar esses cujas manifestações de interesse político beiram ao radicalismo!

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  • 9 de janeiro de 2016 em 21:49
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    Sem nenhuma bajulação, mas você é o ‘cara

    Responder
  • 9 de janeiro de 2016 em 22:53
    Permalink

    Marcelo Auler,

    Quando li a reportagem e aquela postagem atribuída ao delegado aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto e depois a negativa dele em relação a tal postagem, publicada em comentário que ele fez aqui no blog, eu voltei à imagem da postagem e desconfiei de erro de digitação cometido pela delegada aposentada Evany Cintra Morais. Repare que as letras “r” e “e” ficam lado a lado, no teclado do computador. A delegada aposentada Evany Morais parece ter querido fazer a seguinte provocação ao delegado aposentado Armando Rodrigues Neto: ‘Maior do que o de um DPF, com 30 anos de serviço. Isso é salário moral, Dr. Armando Rodrigues Coelho Neto?’, mas que saiu escrita como “Maior que um DPF com30 anos de serviço.Isso é salário moral, De Armando Rodrigues Coelho Neto.?”

    No parágrafo acima reproduzi o texto da postagem de Evany Morais. Observem que o texto foi digitado de forma apressada, não foi revisado e apresenta vários erros de digitação, senão vejamos:
    1) Faltam preposições, pois uma delegada aposentada da PF deve saber que o correto seria “Maior do que o de um…”;
    2) Depois de DPF deveria haver uma vírgula “,”;
    3) Falta um espaço separando a palavra “com” do numeral “30”, pois ela escreveu “com30″;
    4) O primeiro período do texto postado por Evany termina com a palavra “serviço” e o segundo é iniciado pelo vocábulo “Isso”. Reparem que falta um espaço entre o ponto final “.”, que indica o término do primeiro período, e a palavra “Isso”;
    5) É no segundo período que se encontram os erros mais importantes, que ensejaram as críticas intimidatórias enviadas pelos delegados da PF, dirigidas ao blog e ao jornalista responsável por ele. Esse segundo período é um questionamento, uma provocação redigida em discurso direto e tendo como objeto da crítica – e em tese destinatário – o delegado aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto. A leitura atenta do texto postado por Evany Morais nos permite deduzir que ela tenha querido escrever ‘Isso é salário moral, Dr. Armando Rodrigues Coelho Neto?’ mas o que saiu publicado foi “Isso é salário moral, De Armando Rodrigues Coelho Neto.?”;
    6) Por fim observem que há mais um elemento que corrobora a dedução que expus no item 5, acima; o ponto final que aparece junto ao de interrogação indica que Evany queria, de fato, escrever ‘Dr.’ e não ‘De’, já que essa última palavra é incompatível com o título (ou pronome de tratamento) usado por Evany, para iniciar a expressão do vocativo com que se dirige, em discurso direto, ao delegado aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto.

    Observem, Jornalista Marcelo Auler e amigos leitores, como é essencial uma cuidadosa revisão não só do conteúdo de uma reportagem, como também do texto que nela é utilizado. Sempre que faço observações e sugiro revisões no texto é porque tenho certeza de que a troca de uma simples letra ou ouso incorreto da pontuação podem levar a grandes distorções e erros. No caso que estamos analisando, o jornalista ‘comeu mosca’, ao não se atentar para os erros de digitação contidos na postagem de Evany Morais numa rede social, que ele utilizou na reportagem. Essa desatenção levou o jornalista a atribuir ao delegado aposentado Armando Rodrigues Coelho Neto uma postagem que não poderia ser deste delegado, já que ele não faz parte do grupo que compartilha mensagens em rede social digital, com o grupo de delegados federais objeto da reportagem. Mais grave é o fato de que os delegados que cometeram os crimes mostrados na reportagem usaram o erro do jornalista Marcelo Auler, para questionar a credibilidade deste, o que, em rigor, é outro crime e bem mostra as inconfessáveis e sub-reptícias intenções desses delegados e policiais federais que usam o cargo público com fins político-partidários, ofendem as autoridades em redes sociais digitais e ainda querem ameaçar e intimidar os jornalistas que fazem reportagens e denúncias sobre os crimes por eles cometidos.

    Responder
  • 9 de janeiro de 2016 em 23:40
    Permalink

    Acho que o que o tal delegado Tiago fez com a honrada e respeitável presidenta Dilma é muito mais do que uma simples “grosseria”, foi, no mínimo, um grave desvio funcional, senão uma flagrante ilegalidade. Se houvesse uma direção séria na PF este delegado deveria estar respondendo a uma sindicância interna, pra dizer o mínimo.É um absurdo total uma pessoa qualquer se dirigir desta forma a uma autoridade legítima e constitucional, eleita pelo voto popular; tratando-se de um SERVIDOR PÚBLICO, sem nenhum privilégio sobre os demais, é muito mais sério já que a ofensa (gravíssima) está dirigida a uma SUPERIORA HIERÁRQUICA. Esta minoria de delegados e agentes, PAGOS COM DINHEIRO PÚBLICO, ao invés de cumprir seus deveres dedica-se exclusivamente e fazer política partidária do mais baixo nível.

    Responder
  • 10 de janeiro de 2016 em 01:12
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    ocorre que se a filha de presidenta tivesse escolhido carreira do tipo que paga miséria, como docente, o mundo todo estaria rindo da cara dessa por exercer carreira reservado aos piores incompetentes

    Responder
  • 10 de janeiro de 2016 em 09:16
    Permalink

    Marcelo, a solução para tanto desrespeito é simples: basta o ministro da Justiça agir, já que os chefes diretos dos ofensores se omitem. A Constituição e a legislação complementar para o caso é clara:
    LEI 7.170/1983: Art. 26 – Caluniar ou difamar o Presidente da República… imputando-lhe fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos.
    Parágrafo único – Na mesma pena incorre quem, conhecendo o caráter ilícito da imputação, a propala ou divulga.
    Mas, precisávamos ter um ministro da Justiça ativo. Ser republicano é ser justo, não passivo.

    Responder
  • 10 de janeiro de 2016 em 15:42
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    Na medida do possível, sempre acompanhei e admirei o seu trabalho e a sua postura ética. Há alguns anos tive o prazer de entrevistá-lo. O fato de alguns delegados da PF questionarem a credibilidade da matéria é sinal, ente outras coisas, que eles não estão bem informados a respeito de alguns jornalistas.
    Parabéns, Marcelo Auler.
    Você dignifica nossa profissão.

    Responder
  • 12 de janeiro de 2016 em 09:44
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    No livro “Inimigos – Uma história do FBI”, de Tim Weiner (pág.63), após uma onda de prisões ilegais promovidas pela polícia federal dos EUA, o juiz George W. Anderson condenou as ações do FBI e concluíu: “Uma quadrilha é uma quadrilha, seja ela composta de oficiais do governo agindo por instrução do Departamento de Justiça ou de criminosos, vagabundos e viciados”.

    Responder
  • 12 de janeiro de 2016 em 22:20
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    Uma boa pergunta a ser respondida pela PF é que fim levou o caso do helicóptero flagrado por policiais federais com quase meia tonelada de cocaína? Por quê nada foi apurado?

    Responder
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