Compartilho: Lava Jato e a bosta seca

Marcelo Auler

fezes-caninas-620x412Para quem acha que apontar possíveis falhas na Operação Lava Jato é fazer o jogo da defesa ou assumir uma posição petista, compartilho parte da coluna do insuspeito Elio Gaspari, publicada neste domingo (24/01) em O Globo e na Folha de S.Paulo. Não preciso comentar, basta transcrever.

A teoria da ‘bosta seca’ ameaça a Lava Jato

Elio Gaspari

O repórter Janio de Freitas mostrou que o maior inimigo da Operação Lava Jato está em Curitiba. É a teoria da “bosta seca”, enunciada em maio por um procurador. Nela, não se deve mexer em incongruências existentes nos processos contra os larápios. Assim, se um depoimento de Alberto Youssef foi desmentido por Paulo Roberto Costa, seria melhor deixar a bosta em paz.

Janio mostrou coisa pior. Em julho, Paulo Roberto Costa disse o seguinte à Polícia Federal, tratando da figura de Marcelo Odebrecht:

“Eu conheço ele, mas nunca tratei de nenhum assunto desses com ele, nem põe o nome dele aí porque ele não, ele não participava disso”.

A partir dessas palavras os procuradores escreveram o seguinte:

“Paulo Roberto Costa, quando de seu depoimento […] consignou que, a despeito de não ter tratado diretamente o pagamento de vantagens indevidas com Marcelo Odebrecht…”

Puseram o nome de Odebrecht. Seus advogados apontaram o absurdo e requereram ao juiz Sergio Moro a volta do processo à instrução processual. Moro deu uma resposta estarrecedora: “O processo é uma marcha para a frente. Não se retornam às fases já superadas”. Achou que o pedido era “meramente protelatório”, pois as provas pretendidas eram “desnecessárias e irrelevantes”.

O pedido era de fato protelatório, mas Moro pode tentar saber o que houve. Como bosta seca é seca bosta, vamos em frente. Até o dia em que os tribunais de Brasília forem colocados diante dos montinhos de cocô escondidos nos processos”.

16 pensamentos sobre “Compartilho: Lava Jato e a bosta seca

  • Pingback: Compartilho: Lava Jato e a bosta seca | Marcelo Auler | Q RIDÃO...

  • 24 de janeiro de 2016 em 07:42
    Permalink

    Por falar em fezes, a divulgação desses barbaridades causam diarreia nos “não vem ao caso” curitibanos. Tem muita bosta ainda pra feder…

    Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 08:30
    Permalink

    MARCELO, QUEM ACHA QUE EXPOR ESSAS SANDICES APLICADAS EM PROCESSOS POR AGENTES DO ESTADO BRASILEIRO CONTRA O PROPRIO ESTADO DEMOCRÁTICO E CONTRA O BRASIL É SER PRO DEFESA DE ALGUEM OU POR DEFESA DE UM PARTIDO, OU É MALDOSO OU FAZ PARTE DISSO, OU É UM ANALFABETO CÍVICO. VÁ EM FRENTE SEM DOR NA COINSCIENCIA PORQUE ACREDITAR QUE A LAVA JATO É ACIMA DO BEM E DO MAL É SE RENDER A LAVAGEM CEREBRAL IMPLANTADA PRA ISSO. ESSE OPERAÇÃO SERIA MAIS UMA OPERAÇÃO CONTRA CORRUPTOS, SE OS CORRUPTOS TAMBÉM NÃO FOSSEM QUEM A COMANDA.

    Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 09:15
    Permalink

    O codigo de processo penal nos artigos 92 a 154 trata das questoes prejudiciais e incidentais, o que demonstra que o processo nao é uma marcha pra frente a qualquer preco NAO!
    Se surgir algo mal resolvido ou uma duvida no caminho, é dever legal resolve-la pra depois prosseguir. Esta na lei!
    Mas a lei é foi esquecida, é o que parece.
    Ninguem aqui defende a impunidade, mas sim a JUSTICA.
    Existe um Deus que tudo ve e que faz justica. Nada escapa de seu tribunal!

    Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 12:20
    Permalink

    Meu filho, Coco de coxinha sai do orificio retal camuflado…cheira a Azzarro… é perfumado e de cor rosada. Só pra enganar a privada.

    Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 12:21
    Permalink

    A “lava jato” pra nós, leigos, que não entendemos das teorias jurídicas, muitas delas transformadas em sandices de causídicos enfarruscados, é o maior de todos os escândalos que se teve notícia – “nunca na história deste país” (disse o “são lularápio”) se viu tanta roubalheira, que os nossos impostos que alcançaram em 2015 a marca de 2 trilhões de reais, pagam tudo e muito mais… Então meus amigos jornalistas (que dentre vocês tem muitos de porta de cadeia, igual aos causídicos), se tem bosta demais ou de menos, é bom por pra fora porque este país tá fedendo demais… égua!

    Responder
    • 24 de janeiro de 2016 em 13:19
      Permalink

      Errou o sítio, Sr. Senna. A notícia e ou as (notícias) dão conta, não da defesa de ‘a’ ou ‘b’, mas tão-sómente à defesa da JUSTIÇA. Os feitos, os malfeitos e os defeitos, os primeiros constroem o avanço, os segundos e terceiros paralisam ou, simplesmente, destroem o feito. Esta é a mensagem! Simples, leve, solta e sem nenhuma conotação à direita ou à esquerda.

      Responder
    • 24 de janeiro de 2016 em 13:45
      Permalink

      Tá ai o excremento cheiroso ! ! !

      Responder
    • 24 de janeiro de 2016 em 23:00
      Permalink

      Penso o contrário, nunca se viu no Brasil tamanha investigação sobre corrupção. No governo fhc as denúncias contra poderosos eram sistematicamente engavetadas pela PGR. A soma dos valores envolvidos na Privataria Tucana, no Caso Banestado, na Lista de Furnas, entre outros casos escabrosos, é muito maior do que a que vem sendo revelada na lava jato.

      Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 15:20
    Permalink

    Creio que há um equívoco importante: toda a atuação da PF, do MP e seus ‘procuradores’, assim como do juizeco sérgio moro (bem minúsculo, pois é assim que ele se mostra ao agir de forma descaradamente político-partidária) não deve ser comparada a bosta seca, mas sim a bosta bem molhada, acabada de ser defecada, ainda saindo fumaça.

    Responder
  • 24 de janeiro de 2016 em 18:10
    Permalink

    O tempo é Senhor.

    A esposa do Juiz, advogada do psdb e “isso não vem ao caso”?

    Agora informam que os ganhos da esposa eram incompatíveis…

    Parece que tudo tá contaminado!

    Já pensou num pagamento “transversal” (um recebe pelo outro) ligado ao tal helipóptero.

    O tempo é Senhor.

    Responder
  • Pingback: O freio suíço na "marcha para frente" de Moro | Marcelo Auler

  • Pingback: Polícia Federal, sem verba para a luz, mas com mordomias | Marcelo Auler

  • Pingback: Carta aberta ao ministro Eugênio Aragão | Marcelo Auler

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>