Moro fez com Lula o que a ditadura não fez com JK

Marcelo Auler

Matéria reeditada às 01:55 do dia 06/03, para incluir a Nota Oficial do Juiz Sérgio Moro divulgada no sábado 05/03.

Luls, deixa o a delegadia da Polícia Federal, com o rosto de assustado; Sorrindo, Juscelino chega para depois no quartel da PE.  Um foi convocado, outro foi levado coercitivamente a partir de uma autorização do Juiz Sérgio Moro. Diferença no tratamento dispensado no tratamento às figuras de ex-presidente na Ditadura Militar e na democracia.

Lula deixa a delegacia da Polícia Federal com o rosto de assustado; Sorrindo, Juscelino chega para depor no quartel da PE. Um foi convocado, outro foi levado coercitivamente a partir de uma autorização do Juiz Sérgio Moro. Diferença no tratamento dispensado às figuras de ex-presidentes na Ditadura Militar e na democracia.

Em 1965, ainda faltavam sete anos para o futuro juiz Sérgio Moro vir à luz. Ele nasceu em 1972, portanto, não vivenciou a Ditadura Militar que terminou quando o menino completava 13 anos. Certamente, na escola, ainda sob influência dos currículos traçados pelo governo ditatorial, não se aprofundou nesse período da História Contemporâneas. Mas, a literatura em torno desse período arbitrário é farta, suficiente para que descobrisse que seu despacho autorizando a 24ª fase da Operação Lava Jato – Aletheia, a “busca da verdade” – permitiu aos policiais federais algo que nem os militares fizeram com adversários como Juscelino Kubitschek.

Ao autorizar a condução coercitiva de suspeitos – entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que se quer tinham sido intimados a depor, cometeu um escorregão que poderá lhe criar futuras dores de cabeça e reforçar para muitos a sua fama de autoritário.

Na foto (acima) mais à direita, o flagrante de quando o ex-presidente Juscelino Kubitschek chegou sorrindo, em 1965, ao 1º Batalhão da Polícia do Exército para depor em um dos muitos inquéritos em que foi arrolado pelos truculentos milicos. Do lado esquerdo, Luiz Inácio Lula da Silva ao sair da delegacia de Polícia Federal do Aeroporto de Congonhas, após sua condução coercitiva. Juscelino sofreu o pão que o diabo amassou nos interrogatórios, mas jamais foi levado coercitivamente, em uma operação como a de sexta-feira, que se transformou em um show midiático.

Como lembra a advogada Eny Raimundo Moreira que, àquela época, iniciava sua carreira de advogada no escritório de Heráclito Sobral Pinto, um dos papas da direito criminal no Brasil.

Ele foi chamado para depor vários dias e horas seguidas, foi, inclusive, extremamente humilhado. Ele era convocado e tinha que ir. Mas, coercitivamente não. Não havia isso que estão fazendo. Cada hora os militares inventavam uma corrupção e lá ia ele para o Exército: ou para o antigo Ministério da Guerra, ao lado da Central do Brasil, ou para o batalhão da PE, na rua Barão de Mesquita. Ao seu lado, sempre, estava Sobral Pinto, que jamais permitiu que ele fosse sozinho. Foi uma humilhação atrás da outra, mas nunca conseguiram provar nada”, recordou Eny.

Convocar em vez de conduzir, era uma deferência não apenas ao cidadão. Afinal, na ditadura, vários outros cidadãos suspeitos foram conduzidos para depoimentos – Rubens Paiva é um exemplo – quando não já presos e debaixo de torturas. A deferência era ao cargo por ele exercido. Deferência esta que os operadores da Lava Jato atropelaram. Ou seja, nem na ditadura, ao convocar um ex-presidente, usou os métodos adotados na sexta-feira (04/03) em São Bernardo do Campo (SP).

Para quem questionar a presença de jornalistas na porta do quartel, vale lembrar que naquela época, tratava-se de uma estrategia da defesa e não uma política de marketing como parece existir hoje. Nos anos 60, havia o forte receio de se entrar em um quartel vivo e dali sair morto ou desaparecido.

Certamente haverá quem conteste a comparação de tratamento dizendo que enquanto contra Kubitschek nada se provou, contra Lula os investigadores garantem existir fortes indícios de irregularidades no dinheiro que recebeu para fazer palestras ou mesmo nas benesses feitas no sítio em que passa fins de semana com a família.

Primeiro é preciso lembrar que até nada provarem contra Kubitschek, ele teve que comparecer muitas vezes para depor – cenas que se repetiriam em 1967, quando voltou do segundo período de exílio. Sempre convocado, jamais levado debaixo de vara, como se diz popularmente.  Com relação a Lula, recorde-se que, como afirmou o procurador regional da República Carlos Fernando Santos Lima, na entrevista coletiva em Curitiba na manhã da mesma sexta-feira (04/03), ainda não há provas, mas fortes indícios.

Indícios que devem ser apurados e devidamente explicados por ele e pelos demais envolvidos. Suspeitas baseadas em valores astronômicos, mas que o próprio Lula diz já ter explicado e aberto suas contas a quem de direito, demonstrando a legalidade dos seus negócios. Tudo é possível mas, confirmando-se os desvios ou crimes – o que deve ser feito dentro do devido processo legal, e não por achincalhamento midiático – ele terá que responder judicialmente e pagar pela pena, caso condenado, como todo e qualquer cidadão,. Se sobrevier uma condenação, aí o status de corrupto superará o de ex-presidente. Mas para isso, é preciso provar que ele recebeu o que não devia.

Como muito tem se repetido, tanto Lula como quaisquer outros ex-presidentes não estão acima da lei. Mas, é preciso lembrar que a própria lei os tornam pessoas diferenciadas. Pela legislação vigente, que não foi criada por eles, lhes são garantidos, por exemplo, vitaliciamente, os serviços de quatro seguranças, dois carros, dois motoristas e dois assessores pagos pela União.

Lula, preso, no velório de sua mãe; uma deferência do delegado Tuma ao líder sindical preso. Foto de

Lula, preso, no velório de sua mãe; uma deferência do delegado Tuma ao líder sindical preso. Foto de Ariovaldo Santos

Isto não é, como a jabuticaba, um fruto genuinamente brasileiro. Não se trata de mordomia inventada aqui, como tantas outras, como o auxílio moradia a magistrados e membros do Ministério Público em geral. Ou verbas de gabinete dos políticos. Ocorre nas principais democracias do mundo. Logo, ele deve responder à lei como qualquer cidadão, mas não se deve esquecer que pela própria legislação ele não é um cidadão qualquer. É um ex-presidente. Particularmente, um ex-presidente eleito e reeleito com maiorias expressivas de votos e que ainda conseguiu eleger e reeleger sua sucessora. Goste-se o não dele e dela, pelo cargo que exerceu e exerce merecem respeito. Podem até não ser às pessoas dos dois, mas à condição de ex-presidente e de presidente.

Deferência à liderança – Em 1980, quando Moro ainda frequentava os bancos escolares, Lula era uma liderança que ajudou a redemocratizar este país. Comandou, à época, uma greve desafiando a legislação totalitária existente. Foi preso. Permaneceu 40 dia na cadeira do então DOPS de São Paulo, prédio que hoje abriga um museu. Nessa sua estada naquela delegacia comandada pelo delegado Romeu Tuma, no dia 12 de maio, Lula perdeu a mãe, dona Eurídice Ferreira de Mello.  Tuma fez questão de autorizar sua ida ao velório, como registrado na foto de Ariovaldo Santos. Foi uma deferência à liderança que ele ocupava que, certamente não se repetiria com todo e qualquer preso.

No Estadão de 26 de fevereiro o detalhe dos sindicalistas condenados se apresentando ao DOPS, sem a participação de policiais. Reprodução do jornal

No Estadão de 26 de fevereiro o detalhe dos sindicalistas condenados se apresentando ao DOPS, sem a participação de policiais. Reprodução do jornal

No ano seguinte, em 25 de fevereiro,13 sindicalistas foram julgados na Auditoria Militar da Avenida Brigadeiro Luis Antônio, no centro de São Paulo, pela greve ocorrida em 1980. Nenhum deles compareceu à sessão. Ficaram concentrados na velha casa do líder sindical, na Rua Maria Azevedo Florence, no Bairro proletário Assunção, em São Bernardo.(SP). Na apertada sala misturavam-se os réus, jornalistas e visitantes como os senadores italiano Armelino Millani, e o brasileiro, Teotônio Vilela. Este último, à noite, enquanto todos aguardavam a sentença veio me pedir ajuda para conseguir  uma “branquinha”. Lá fomos nós, eu, ele e a então estudante de Direito Maria Renata Bueno de Azevedo, que viria a ser minha primeira esposa, em busca de um birosca onde pudéssemos espantar o frio da noite chuvosa com uma legítima cachaça.

Quando a sentença foi divulgada, com onze dos 13 réus condenados, incluindo Lula, houve a necessidade deles se apresentarem para tomarem ciência da decisão do Conselho de Justiça. Tudo se resolveu com telefonemas de Romeu Tuma para os advogados Idibal Piveta e Luís Eduardo Greenhalg. Tuma sabia que, até pela liderança que tinha, o sindicalista jamais tentaria fugir ao cumprimento da sentença. Nenhum policial foi mobilizado. Uma caravana com os condenados, seus amigos, visitantes ilustres e muitos jornalistas percorreu a distância entre o bairro Assunção e o bairro da Luz, em São Paulo, para que os operários se entregassem como prisioneiros. Civilizadamente.Sem truculências.

Delegado Armando Rodrigues Coelho Neto (de boné) as Humberto teixeira: deferência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - Reprodução

Delegado Armando Rodrigues Coelho Neto (de boné) as Humberto teixeira: deferência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – Reprodução

Exemplo com FHC – A deferência ao cargo, e não apenas de ex-presidente, sempre mereceu atenção por parte do judiciário e das polícia. Não deve e nem pode ser confundida com tratamento diferenciado perante à lei. Na entrevista que concedeu, no último dia 3 de fevereiro, ao jornalista Humberto Mesquita, no programa  da ECOVOXTV –  Delegado de Polícia Denuncia - o delegado federal aposentado, Armando Rodrigues Coelho Neto, ex-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal de São Paulo e também ex-presidente da Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, narrou como colheu o testemunho do ex-presidente Fernando Henrique Cardosos sobre o famoso Dossiê Cayman, há cerca de seis anos:

Eu estive no apartamento do senhor Fernando Henrique Cardoso, em Higienópolis (São Paulo). Fui no apartamento dele acompanhar uma audiência de um ex-presidente da República. Ele, na condição de ex-presidente. Uma equipe da Polícia Federal se deu ao trabalho de se deslocar até o apartamento dele para fazer uma audiência relacionada ao dossiê Cayman. Havia uma certa deferência, uma certa aura, com relação à figura do presidente da República. Hoje eu vejo a figura de um ex-presidente da República sendo escrachado quando, por exemplo, os filhos do Lula são intimados à noite, quase meia noite, saindo de uma festa“. Mal sabia ele o que ainda estava por acontecer.

Um adendo que me foi explicado pelo delegado Coelho Neto neste domingo, 06/03, após esta matéria ter sido postada. Ele esteve neste depoimento apenas como assistente, convidado pela equipe do DPF encarregada da investigação e de ouvir FHC. Isto, por ele ser então presidente  da Federação dos Policiais Federais e o caso envolver agentes. Nas suas explicações, foi a própria equipe da Polícia Federal que fez a deferência ao ex-presidente de ouvi-lo em sua residência. Questiona-se: o mesmo não poderia ser feito com Lula na sexta-feira? (Volto ao texto original)

Respeito à lei de ambos os lados – Partindo desse pressuposto de que Lula ou qualquer outro ex-presidente não está acima da lei e merece ser tratado como todo suspeito – pois ele foi convocado na condição de suspeito o que lhe permitiria até calar-se diante do delegado -, é necessário lembrar que também a lei deve ser respeitada por quem o investiga. Hoje, é certo, há várias teses jurídicas -ainda não consolidadas em jurisprudência nos tribunais superiores – de que a condução coercitiva pode ser um mal menor. Seria mais branda que a prisão temporária, ou a preventiva. O que se questiona é se já existiriam motivos para mandar prende-lo. Tudo indica que não. Do contrário, já o teriam feito para conquistar as primeiras páginas dos jornais, espaço nobre nas televisões e o aplauso público em shoppings e restaurantes.

O cumprimento da lei, no caso, significa ir fundo na investigação em busca de quem se locupletou. É certo que o PT cometeu erros e, alguns petistas, ou pseudos petistas, avançaram os sinais tanto da ética como da moralidade e das leis. Devem sim responder por isso e, na medida do possível, devolver o que levaram dos cofres públicos. O mesmo vale para Lula, caso se comprovem o que hoje são indícios.

Há, porém, questões que não podem ser relegadas. A corrupção não se iniciou no governo petista, principalmente na Petrobras de onde os desvios foram astronômicos.  Não é possível, por exemplo, que uma delação premiada do senador Delcídio do Amaral aborde apenas e somente o período dos governos do PT. Ou será que ele não viu o mesmo acontecer enquanto foi diretor da área internacional na gestão de Fernando Henrique Cardoso? Como já defendeu Luiz Nassif no Jornal GGN, é preciso vir à público a integra da delação, inclusive com os áudios.

Mas, assim cono não se deve fechar os olhos diante dos crimes cometidos por poderosos e endinheirados, não se justifica que para acabar a impunidade desrespeite-se as leis. Por isso, é fundamental o respeito ao devido processo legal. Este respeito foi colocado em dúvida na sexta-feira quando da condução coercitiva de Lula, seus parentes e pessoas a ele relacionadas. Isto quem afirma mão são somente petistas, mas também juristas acima de qualquer suspeita. O fato do juiz Moro ter advertido na sua decisão que antes de ser levado à força, Lula deveria ser convidado e, somente no caso de negativa, fosse usada a autorização da coerção, pnão pode ser visto como algo normal. Afinal, intimações não são feitas para um mesmo dia. Mais grave é que, segundo narra o Jornal GGN, de Luis Nassif – Polícia Federal desrespeita garantias de Lula com condução coercitiva – o convite não chegou a ser feito ao ex-presidente.

Faltou ousadia para a prisão -Ainda que não se queira lhe tratar com a deferência que o cargo que ocupou lhe daria direito, na condição de simples cidadão, ele não pode, ao pé da letra da legislação, ser conduzido coercitivamente para prestar um depoimento sem que antes tenha sido devidamente intimado e se recusado a comparecer perante a autoridade policial. Trata-se de uma questão óbvia em Direito, como lembrou na tarde desta mesma sexta-feira o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF):

Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado“.

O ministro Marco Aurélio não foi o único a surpreender-se com a condução coercitiva. Dois outros juristas, sem qualquer ligação com o PT, antes pelo contrário, ambos foram do governo de FHC, bateram na mesma tecla. Os comentários deles ganharam as paginas do serviço da BBC de Londres em português: Ministro da Justiça de FHC vê ‘exagero’ em ação da PF contra Lula

Ministro Marco Aurelio Mello e os juristas Walter Maierovitch,e José Gregori criticaram a decisão de Moro. Fotos reproduções

Ministro Marco Aurelio Mello e os juristas Walter Maierovitch,e José Gregori criticaram a decisão de Moro. Fotos reproduções

Para José Gregori, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Direitos Humanos no governo de Fernando Henrique Cardoso, a condução coercitiva foi um exagero: “Não conheço na nossa legislação a figura da condução coercitiva sem que tenha havido antes a convocação. A praxe tem sido sempre essa: você convida a pessoa a comparecer e, se ela não comparecer, então na segunda vez vem a advertência de que ela poderá ser conduzida coercitivamente”, afirmo. Em seguida,  completou:

“Você (fazer) logo a condução coercitiva é um exagero. E na realidade o que parece é que esse juiz (Sergio Moro) queria era prender o Lula. Não teve a ousadia de fazê-lo e saiu pela tangente.”

Walter Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas do governo tucano, destaca a necessidade das apurações da Lava Jato prosseguirem, mas ressalva a necessidade do respeito à legalidade:

“Essa vergonha (roubalheira) que está acontecendo no país é uma coisa que precisa ser apurada, mas me preocupa quando tem um desvio de legalidade. Acho que buscas e apreensões são atividades normais em investigação. Agora, o que eu eu estranho, como jurista, é a condução coercitiva do Lula. É algo surpreendente e preocupante”, ressaltou.

Para Maierovitch também não cola a explicação que o levaram coercitivamente para lhe garantir a integridade física. Isto seria plenamente possível se a polícia federal, por exemplo, acertasse previamente hora e local para interrogá-lo, Em local neutro, sem alarde, depois de cumprida a ordem de busca e apreensão – esta sim, justificadamente feita sem aviso prévio. Mas, ultimamente, pelo que se nota, a Operação Lava Jato não funciona se a presença da mídia. Sem falar na tese defendida acima por Gregori, de que a condução coercitiva foi uma tangente à prisão, para a qual faltou coragem.

A tese de Gregori faz algum sentido. Moro, por tudo o que se tem visto, certamente evitou intimar Lula para não correr o risco dele ingressar com algum recurso judicial que lhe garantisse o não comparecimento. Assim, com a 24ª fase da  Operação Lava Jato, alem da busca da verdade como diz o nome que lhe aplicaram – Aletheia,  – o juiz pode incluir no seu currículo o feito de ter conduzido debaixo de vara não apenas um ex-presidente da República, mas um dos mais importantes líderes políticos dos últimos anos no país. Com isso, crescerá sua popularidade, lhe ficando garantido os aplausos e os selfieis em locais públicos. Porém, pela reação de alguns juristas, o tiro pode ter sido dado em seu próprio pé e, com ele, manchado indelevelmente sua trajetória como magistrado. Só o tempo dirá.

Incluo aqui a Nota Oficial divulgada pelo juiz Sérgio Moro,no sábado e que somente agora (01:55 do domingo 06/03) tomei conhecimento.

“Nota oficial da 13ª Vara Federal de Curitiba

A pedido do Ministério Público Federal, este juiz autorizou a realização de buscas e apreensões e condução coercitiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento. Como consignado na decisão, essas medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-Presidente. Cuidados foram tomados para preservar, durante a diligência, a imagem do ex-Presidente. Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar. Repudia este julgador, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa. A democracia em uma sociedade livre reclama tolerância em relação a opiniões divergentes, respeito à lei e às instituições constituídas e compreensão em relação ao outro “.

Nova edição:  Peço desculpas ao juiz Sérgio Moro e aos leitores pois na postagem deixei passar um erro de digitação em que saiu  na frase o nome dele errado. Já acertei o erro e por ele me desculpo publicamente. 

45 pensamentos sobre “Moro fez com Lula o que a ditadura não fez com JK

  • 5 de março de 2016 em 16:17
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    Se Dilma quiser fazer alguma coisa a respeito do sequestro do Presidente Lula, pode demitir sumariamente o Diretor Geral da PF e seu preposto em SP por terem acobertado o crime de sequestro; a seguir abrir um inquérito interno na PF para identificar responsáveis pela ordem e pela execução do sequestro de uma pessoa que nada deve à justiça.
    Os advogado do ex-Presidente podem denunciar os mandantes e executores do sequestro à justiça e pedir abertura de inquérito judicial. Isso porquê sou leigo no assunto.

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  • 5 de março de 2016 em 17:27
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    Parabéns, Marcelo! Um ótimo texto!

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  • 5 de março de 2016 em 17:50
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    A questão é simples : PORQUE SÓ O PT , PORQUE SO O LULA?

    OS DELEGADOS ( que no Paraná é a mesma coisa delegados promotores e justiça…) foram pegos no começo dessa palhaçada ja demonstrando o viés político deste des serviço que estão prestando ao país. Exaltaram o PSDB exaltaram o candidato Aécio Neves nas redes sociais, o mesmo que já foi citado 3 vezes nas “delacoes de Álvaras de soltura” da Lava Jato . Quebraram a Petrobras, quebraram a construção Civil, quebraram a economia, QUEBRARAM O PAIS ! geraram milhoes de desempeegos e crises. Ganham salários acima do teto constitucional. NAO SAO O QUE VENDEM. Não tão nem ai pra isso. Sim, a culpa é deles, e nao dos corruptos. Os corruptos são espécies desprezíveis q tem q ser investigado julgado e preso. Só isso. Não existe na nossa lei ordem que ao se deparar com corruptos deve-se criar um golpe de estado usando artifícios tao criminosos como os dos investigados. Quadrilha de servidores públicos golpistas estão para a lei de mesma forma que quadrilha de corruptos.

    Lógico que a repercussão é grande. Quase metade dos brasileiros votaram contra a Dilma. Por isso o movimento golpista tem força. Mas ela ganhou. Tem outra metade mais um pouco… que estava até agora olhando isso tudo e meio que esperando ate aonde iria chegar. Parece que agora foi a gota d’água. Se acontecer alguma tragédia a culpa também não será dos investigados. É bom que isso fique claro.

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    • 1 de abril de 2016 em 10:31
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      É verdade: todos os corruptos devem ser punidos, de todos os partidos. Mas a resposta à sua pergunta também é simples: porque o PT aparelhou o Estado Brasileiro e inaugurou uma era de corrupção “jamais vista na história desse país”. E o pior de tudo é que negam tudo, apoiados por uma fração da população, em parte míope e outra parte interessada em manter os privilégios que os fisiologistas do poder lhes concederam.

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  • 5 de março de 2016 em 18:02
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    Quando a senzala esbarra na porta da casa grande, seus ilibados moradores, indignados com tal atrevimento, ordenam seu retorno imediato às origens. Por conseguinte, vai-se brincando de democracia, avilta-se o estado democrático de direito, até que, a senzala já superlotada, convulsiona-se, tentando delinear um simples lugar ao Sol. A questão, então, passa a ser: por meio convencionais ou convulsionais?

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  • 5 de março de 2016 em 18:07
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    É tão evidente as ilegalidades dos fatos que virou tudo uma piada…de péssimo gosto…o silêncio dos tribunais superiores é vergonhoso…esses caras da PF estão se achando o máximo…não passam de instrumento da grande política…a mídia usando e abusando deles…para um fim específico…tirar o PT do poder…e os bobões achando que estão combatendo a corrupção…não combatem nem a corrupção na carceragem da PF Parana…a conta está chegando…eles sabem disso…eles irão ser demitidos…isso não há duvidas…mas a Polícia Federal como um todo vai sofrer sérias consequencias…

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  • 5 de março de 2016 em 18:40
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    Mais uma excelente reportagem da lavra desse que é um jornalista com “J” maiúsculo. E essa memória fotográfica, histórica, jornalística, que foi usada para ilustrar a reportagem, enriquece o texto, credibiliza ainda mais o conteúdo e a análise (afinal a boa reportagem NUNCA é neutra, contém traços opinativos e editoriais do(s) profissional(is) que a elaboraram).

    Ex-presidente da república, embora não esteja acima da Lei, NÃO é um cidadão comum e nem pode ser tratado dessa forma. E mesmo o cidadão comum não pode ser seqüestrado como ontem foi o ex-presidente Lula. A reportagem deixa isso claro, assim como a CF e o CPP, que o juiz sérgio moro conhece e desrespeita. A citação das convocações de JK pela ditadura mostram isso claramente.

    Acoelhado pelo PIG, o STF se acovarda e se omite. Já passou da hora de colocar freios nesse juiz provinciano, que atua como inquisidor. A evidência de que o objetivo de moro era prender Lula e levá-lo a Curitiba é clara; afinal, que motivo outro poderia haver para que Lula fosse levado ao Aeroporto de Congonhas e não à sede da PF, na Marginal?

    Alguns me chamarão de chato, mas vou insistir: é fundamental revisar o texto, pois a qualidade das reportagens que se publicam aqui pede e justifica um texto rigoroso.

    _______________

    Considero adequado reproduzir um texto de J. Carlos Brasil, sobre os episódios de ontem.

    “Balão de ensaio para medir a reação à prisão de Lula
    por J. Carlos de Assis
    A “condução coercitiva” de Lula, guardadas as proporções, lembra a simulação de desembarque aliado em Calais, na Segunda Guerra, com a qual os Aliados desviaram a atenção dos alemães de Dunquerque, onde se daria a verdadeira invasão. A despeito de quatro horas de interrogatório, os inquisidores da Lava Jato não estavam à procura de indícios, fatos ou documentos. Já tem tudo o que é possível ter. Estavam simplesmente identificando e medindo as possíveis reações à prisão de Lula em caráter definitivo, se e quando vier a ocorrer.
    Esse ensaio, contudo, vale para os dois lados. Os aliados de Lula também poderão verificar os pontos fracos de reação à operação político-midiática-judicial montada na manhã de segunda-feira em São Paulo. Foi muito fraca. Poderão, portanto, reforçar seus pontos vulneráveis. Entretanto, o resultado principal do teste para os dois lados é uma avaliação da reação da opinião pública. Já que a Globo é uma das líderes do golpe, não se espere da tevê uma avaliação imparcial. Esta só poderá vir da internet e das redes sociais.
    O que é mais notável nessa operação é sua coordenação com outras iniciativas em curso: as investigações sobre tríplex e sítio em Curitiba e em São Paulo, a suposta delação premiada de Delcídio com indícios de total manipulação de informações, a invasão do Instituto Lula e de residências de pessoas de sua família. Tudo isso não é de surpreender pois as iniciativas emanam do mesmo inquisidor-mor, que tem o comando da agenda. Hoje, o Brasil é efetivamente governado por Sérgio Moro, fora do controle inclusive do STF.
    Já é tempo de a opinião pública acordar para o que é efetivamente relevante em todo esse processo. Trata-se de um ataque frontal à soberania brasileira em seus pontos mais salientes, a saber, a indústria estratégica de energia e a indústria estratégica de Defesa. Recorde-se que todos esses eventos na Petrobrás foram precedidos de escutas telefônicas por agência norte-americana na empresa e no Planalto, ao que se seguiram contatos formais entre os promotores federais brasileiros, na condição de vassalos, e autoridades norte-americanas.
    Nossos promotores, junto com o juiz Moro, devem ter recebido de bandeja da Justiça norte-americana a base das investigações que viriam a chamar-se Lava Jato. A contribuição que deram ao processo é essencialmente midiática. Ele poderiam ter feito uma investigação discreta e rápida, denunciando dentro do devido processo legal, e protegendo institutos jurídicos consagrados como habeas corpus e presunção de inocência. Entretanto, tomaram o caminho da investigação-espetáculo, em conluio com a mídia apátrida.
    Foi a investigação-espetáculo, não a investigação em si, que está levando próximo da quebra as principais empresas de Engenharia Nacional. Por coincidência, essas são as empresas essenciais à nossa estratégia nacional de defesa, já que estão construindo, entre outros equipamentos de última geração, o submarino nuclear para a Marinha e mísseis para o Exército, tendo cabido à Força Aérea a aquisição de uma frota de caças suecos. Não é por outra razão que o almirante Othon, maior autoridade nuclear do país, encontra-se ainda hoje prisioneiro da Lava Jato.
    A estratégia nacional de defesa, criada no Governo Lula depois que Fernando Henrique praticamente sucateou as Forças Armadas brasileiras, exige que, nas compras de material bélico externo, seja obrigatória a transferência de tecnologia. Os americanos não aceitam isso, pois o Congresso dos Estados Unidos veda a transferência de tecnologia de Defesa. Lembram-se que a Embraer não pode vender aviões para a Venezuela? Vedação americana! Eles querem derrubar nossa exigência de tecnologia para poder participar ativamente de nossas concorrências sem condicionamentos.
    O próprio início de reconstrução das Forças Armadas pelo governo Lula se seguiu a uma situação, no governo Fernando Henrique, em que os recrutas eram liberados dos quarteis às 11h porque não tinham o que comer nos quarteis. Oficiais se mostravam indignados com o risco de que os soldados acabassem sendo atraídos pelo tráfico. O mais terrível é que essa situação voltou agora tendo em vista as tremendas pressões dos neoliberais de Aécio Neves e outros vendilhões da pátria para impor cortes sucessivos ao orçamento da Defesa.
    Não é só isso. Os americanos jogam para liquidar a Petrobrás como instrumento do Estado a fim de meteram as patas no pré-sal – operação muito facilitada agora pelo projeto que José Serra, a serviço da Chevron e outras petrolíferas, conseguiu aprovar no Senado, e que a Câmara ou um veto podem reverter. Ao mesmo tempo, liquidando a Petrobrás e enfraquecendo toda a economia brasileira, o governo dos EUA se esforça por nos impedir de fazer uma articulação estratégica mais profunda com o BRICS, com isso enfraquecendo também seu inimigo estratégico principal, a Rússia. É, pois, mais do que um jogo em Curitiba. É um jogo mundial no qual o boneco de Curitiba joga um papel de vassalo.
    J. Carlos de Assis – Economista, doutor pela Coppe/UFRJ.

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  • 5 de março de 2016 em 19:32
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    Marcelo Auler, parabéns pelo brilhante artigo. Com as devidas vênias, gostaria de copiar a análise de J Carlos de Assis.

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  • 5 de março de 2016 em 20:03
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    Quando escuto os ataques das pessoas contra Lula ou o PT nos círculos sociais, eles vêm recheados de preconceitos classistas. A soberba que esconde a futilidade, o vazio existencial que precisa de um inimigo para liberar adrenalina, se pelo menos fosse endorfina.
    Que falta está fazendo a empatia na sociedade, estamos no mesmo barco, que história queremos contar para as gerações futuras?

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  • 5 de março de 2016 em 23:51
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    Sem dúvida uma depoimento histórico para se mostrar nas redes sociais que a Gloriosa foi super democrática, sempre usou apenas a lei e jamais da força coercitiva. Sempre, quando necessário, se era convocado dentro da lei, com dias de antecedência, para comparecer ante represente da lei em lugar e hora previamente marcada. E mesmo em caso, como de Brizola que comprou fazenda no exterior por preço equivalente de bilhões de pesos cubanos, jamais a Gloriosa sequer questionou isso.

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  • 6 de março de 2016 em 00:08
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    Sabe por quem os sinos dobram?

    O STF e o Conselho Nacional de Justiça poderiam e deveriam tomar uma atitude contra os excessos do Juiz Moro, se não o faz é porque estão sendo impedidos, por quem estão sendo impedidos? Esta é a pergunta que deve ser feita, o Presidente do STF e do CNJ é o Ministro Lewandowiski, que silencia sobre as afrontosas atitudes do Meretrissímo, erros e mais erros que se acumulam, vazamentos, escutas ilegais, prisões temporárias que se estendem indefinidamente, prisões de inocentes, o STF chegou a cumulo de tomar uma atitude ilegal acabando com Art. 5º LVII da Constituição Federal- ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. O STF não tem a procuração do povo para mudar a CF, eles sabem disto, se o fazem é porque são reféns de algum grupo e atendem a interesses escusos, algo que aparentemente começou com a AP.470, pois nunca um Magistrado que se preze condenaria alguém sem provas ou porque a literatura o permite. O Silêncio e compactuação do STF e do CNJ até este momento demonstra que não há algo de podre no Reino da Dinamarca, deixa claro que está tudo apodrecido. Jogaram a culpa no ex-Ministro da Justiça, mas a culpa é toda do Judiciário que se mostra cúmplice de toda esta situação, pois é um assunto interna corporis do Judiciário, que se mantém silencioso.
    Eles dobram, por ti.

    Responder
    • 6 de março de 2016 em 12:41
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      Concordo “ipsis literis” com sua avaliação.

      Responder
  • Pingback: Rômulo Gondim –

  • 6 de março de 2016 em 04:39
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    Toda vez que quer derrubar um governo, a oposição usa o “versículo” :corrupção. Dai, vem o golpe de Estado. O Brasil, e todo nosso continente está repleto de exemplos assim. A atuação do carbonário Moro não foi impensada. Após prender de forma autoritária os presidentes das grandes empresas construtoras, desmontando grande parte delas, e provocando um desemprego enorme; após ter conseguido que outro serviçal-o entreguista, Serra, – mudasse os termos de prospecção do pré-sal , conforme interesses de rentistas estrangeiros e nacionais, para “facilitar” a restauração do neoliberalismo, lhe cabia consumar a tarefa final: provocar convulsão social. Criar uma Síria, uma Líbia, uma Venezuela por aqui iria ao encontro do objetivo dos rapineiros de terras e riquezas alheias: os EUA e seus aliados. Será que O juiz-carbonário-mercenário-meganha-justiceiro já recebeu os dólares que lhe cabiam?

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  • 6 de março de 2016 em 09:22
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    Obrigada pela análise! Eu, pobre cidadã, não consigo entender qual o motivo dos outros nobres magistrados da Corte Suprema permanecerem calados e coniventes com a barbárie – Moro…

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 09:58
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    E agora os americanos pra demonstrar força em conluio premialista com o golpe TACAM FOGO NA REFINARIA DE PETROBRAS EM PASADENA… mas NÃO VEM AO CASO.
    É inacreditável. Perplexidade Total.

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 10:50
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    Registro inicialmente meu profundo apreço e admiração ao jornalista e profissional o que não me impede de registrar a preocupação quanto ao desigual tratamento de situações, institutos e construções que geraram a conclusão equivocada do artigo publicado.
    Uma simples consulta ao site da Operação Lava Jato demonstra que mais de uma centena de mandados de condução coercitiva foram expedidos e cumpridos até agora e nunca se questionou a sua legalidade.
    Todos os dias a Justiça expede mandados de condução coercitiva sem qualquer afronta a qualquer garantia constitucional.
    O direito do investigado ao silêncio e a presunção de inocência permanecem inalterados.
    Os tribunais superiores são pacíficos quanto a sua legalidade e o Juiz Moro fundamentou sua decisão com precedente do STF.
    Só porque se tratava de ex-presidente, o qual ressalta-se não tem qualquer prerrogativa ou direito diferente de qualquer outro cidadão, veio a irresignacao da militância cega.
    Não tem como comparar com tratamento a inimigos do poder militar porque se trata de investigação de partes não de guerra civil ou ditadura.
    A luta deveria ser contra a corrupção, o desgoverno, a desgraça em que se lançou o país por todos os atos apurados pela Lava Jato e outros tantos que ainda nem se iniciou a apurar como BNDES etc.
    É simplismo definir condução coercitiva como ato de levar a ser ouvido quem se negou a ir de esponte própria.
    Ela existe, ocorre todos os dias por determinação judicial legal e fundamentada e está sendo usada como cortina de fumaça por que foi pego com batom na cueca.
    O resto é esperneio dos cegos.

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    • 6 de março de 2016 em 12:43
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      Porquê “acontece todo dia”, à margem das leis vigentes, não quer dizer que passou a ser legítimo o sequestro de pessoas.

      Responder
    • 6 de março de 2016 em 12:45
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      E por quê nada disso acontece com os tucanos corruptos (a cúpula do psdb)? Por quê eles são INIMPUTÁVEIS?

      Responder
    • 6 de março de 2016 em 13:26
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      JURISTAS com J maiúsculo taxam de ilegal o que vc considera legítimo.

      Responder
  • 6 de março de 2016 em 12:01
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    Você estaria Veríssimo se a lava jato tivesse uma frente com a mesma volúpia para as doações das mesmas empresas para Aécio Neves se tivesse uma frente para as doações da mesma exata forma das mesmas empreiteiras para o Instituto de Fernando Henrique e se tivesse assim como o triplex e a chácara investigação sobre os apartamentos de Fernando Henrique em Nova York e em Paris que só 3esse vale 15 milhões

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 12:44
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    O povo brasileiro, indignado, aguarda uma demissão sumária do diretor geral da PF e de seu preposto em SP por terem colocado uma instituição pública, a PF, mantida pelos contribuintes, a praticar o crime de sequestro contra o Presidente Lula. Sem prejuízo de um inquérito para determinar as responsabilidades no cometimento desse grave crime contra uma pessoa de bem.
    Os advogados do ex-Presidente deveriam entrar na justiça denunciando o abuso de autoridade, o sequestro e quantos outros crimes forem identificados por eles que são os que entendem de Direito.
    Essas medidas mínimas deverão ser tomadas de imediato. Guerra é guerra.

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 15:28
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    Senhor Jornalista. Para não deixar dúvidas, esclareço que o Senhor Fernando Henrique Cardoso foi convidado a depor pela Polícia Federal. Uma equipe de Brasília foi até sua residência discretamente. Acompanhei toda a audiência. Lá estava na condição de presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, em virtude do fato (Dossiê Caimã) ter relação com prerrogativas funcionais de um delegado federal.

    Responder
    • 7 de março de 2016 em 17:01
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      Prezado Dr. Armando, já fiz um adendo à matéria explicando essa situação. Agradeço-lhe novamente a colaboração. atenciosamente Marcelo Auler

      Responder
  • 6 de março de 2016 em 19:33
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    É impressionante que os mesmos funcionários públicos federais que fraudaram procedimentos investigatorios ( sindicância do grampo ilegal da cela) forjaram inquéritos para criminalizar quem os denunciou, que desde o início demonstraram publicamente suas preferências políticas “Aécio esse é o cara” “Alguém cala a boca dessa Anta- Lula”, etc, etc.. tudo descarado em rede social, MENTIRAM EM JUÍZO, criaram factoides, fizeram indiscriminadamente vazamentos seletivos criminosos, calaram-se na CPI através de um Habbeas Corpus, gastaram DINHEIRO PÚBLICO de verba secreta de maneira leviana nesta Operacao, usaram alvaras de escutas telefones para tráfico de drogas para espionar políticos, aplicaram torturas psicologicas obrigando presos a deletar exatamente o que queriam ouvir, TROCARAM MALICIOSAMENTE A ADVOGADA CATTA.PRETA POR ADVOGADOS DE DELATORES AMIGOS DE CURITIBA PARA DIRECIONAR SEM CONTESTAÇÃO AS DELACOES, colocaram escutas ilegais dentro da própria unidade para espionar outros funcionários que eram contra esses procedimentos, usam o cargo para fins pessoais, direcionam investigações de vazamentos como a do depoimento do Cervero para amigos pessoais, etc etc etc…

    A AINDA ESTÃO A FRENTE DESSA SACANAGEM SELETIVA !

    PARABÉNS AO GOVERNO REPUBLICANO DO.MINISTRO.JOSÉ CARBOZO, QUE FICOU UM REFÉM NA MÃO DOS.GOLPISTAS.

    Agora declararam descaradamente guerra. E ai? Cadê a REPUBLICANIDADE????

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 20:44
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    Será que a Jandira Feghali e o Waldir Damous lêem o Marcelo Auler ?? Aqui ta tudo descarado a mais de ano !!! Marcelo Auler falou, Marcelo Auler avisou…

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 21:09
    Permalink

    O juiz chamou o DRCOR, sentou ele na mesa de audiência, e perguntou: “vcs colocaram grampo na cela?”

    O gado respondeu: “não excelência!”

    Primeiro q excelência é o caraleo! Juiz é excelência, mas juiz é imparcial, correto, reza e defende a lei.

    Segundo. Que amigão hein Igor.
    Que bela escolha que vc fez por vc, tua família e filhos….

    Responder
  • 6 de março de 2016 em 21:21
    Permalink

    Não existe um só servidor na sr do Paraná que queira defender bandido, que apoie qualquer ato de corrupção.
    A história é outra, a história é a seguinte:

    A PORRA DA LEI É PRA TODOS!

    COMEÇANDO POR QUEM RECEBE SALÁRIO DO POVO PRA DEFENDER E FAZER CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL.

    POOOORRAAAAAAA!

    Responder
    • 6 de março de 2016 em 21:33
      Permalink

      Infelizmente atualmente a LEI NÃO É PARA TODOS, os muitos tucanos corruptos que o digam (Privataria Tucana, Banestado, Lista de Furnas, etc.etc). No nosso país, se o indivíduo se filiar ao psdb ele pode praticar IMPUNEMENTE qualquer crime que nunca será incomodado pela PF, pelo MP ou pela justiça. Infelizmente essa é a verdade verdadeira, os tucanos estão ACIMA DA LEI, portanto no Brasil A LEI NÃO É PARA TODOS.

      Responder
      • 7 de março de 2016 em 05:05
        Permalink

        como a única chance desses ser punido é vindo para o petismo, por isso petistas fazem todo esforço para trazê-los, como ocorreu com Valério, Delcídio, Pizza, Delúbio, Dirceu, etc

        Responder
  • 7 de março de 2016 em 09:18
    Permalink

    Kkkkkk o delegado faz um relatório ontem dia 06 DOMINGO sobre o Lula e hj no bom dia Brasil o RELATÓRIO ORIGINAL estava no JORNAL ! KKKKKK

    Responder
  • 7 de março de 2016 em 12:20
    Permalink

    Parece que quase todos os ministros do STF, guardiães da Carta Magna, estão intimidados submissamente ao centro do golpe: a globo. De 11 ministros apenas um protestar publicamente em defesa da Carta Magna e do seu garantismo, é menos de 1%. Os cidadãos de bem do país precisam de uma inequívoca manifestação do STF de que a Constituição do país está em vigor, embora não pareça.

    Responder
  • 7 de março de 2016 em 14:00
    Permalink

    A QUEM INTERESSA ATRASAR OS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS?
    por Narciso Alvarenga Monteiro de Castro*

    Em 14 de junho de 2012 foram comemorados os trinta anos do fim da Guerra das Malvinas entre o Reino Unido e a República Argentina, que, como todos sabem, terminou com a rendição dos soldados argentinos em Porto Stanley.

    Foi a primeira “guerra tecnológica” e precedeu outra, a Guerra do Golfo, onde os artefatos high-tech puderam ser demonstrados aos olhos do mundo e em tempo real.

    Para nós, brasileiros, as lições mais importantes do conflito, além de testemunhar o heroísmo dos soldados portenhos e principalmente de seus pilotos de caça, foram: os Estados Unidos (e de resto a Europa) se alinham automaticamente aos seus e um submarino de propulsão nuclear deixa fora de ação toda uma esquadra convencional.

    Um pouco antes, a Marinha do Brasil já ensaiava os primeiros passos buscando o domínio do ciclo atômico, com os Almirantes Maximiano da Fonseca, Mário Cezar Flores, Álvaro Alberto e, principalmente, o Vice-Almirante Dr. Othon Luiz Pinheiro da Silva.

    Para um país de larga extensão costeira, fica claro que a estratégia baseada na dissuasão é a mais eficaz. Os primeiros submarinos da esquadra foram adquiridos em 1914 de procedência italiana. A tradição de construção de navios em nossas terras vem antes de 1808, com a chegada de D. João VI e nunca foi interrompida, apesar dos altos e baixos.

    Hoje, o país pode se orgulhar de dominar a sensível tecnologia da construção de submarinos ou submersíveis, adquirida da Alemanha. Mais recentemente, um acordo estratégico assinado com os franceses deu um passo além: a aquisição de tecnologia para projetar submarinos, que ao final, capacitará o país a lançar o seu primeiro submarino de propulsão nuclear.

    Um submarino convencional é movido a motor diesel e baterias. Segundo o Contra-Almirante Othon tal embarcação não passa de um jacaré ou uma foca, fácil de ser abatida. A explicação é simples. Para submergir, os motores precisam ser desligados, pois produzem gás, que não teria como ser expelido devido a maior pressão.

    Então, o tempo que um submarino convencional pode ficar escondido (stealth) é o tempo de duração de suas baterias, uns poucos dias. Ao subir à superfície, para recarregar as baterias e o ar, pode ser facilmente abatido, pois, além disso, é muito lento.

    Um submarino de propulsão nuclear pode ficar meses embaixo da água, o tempo que os seus tripulantes aguentarem sem sofrer um colapso nervoso. É muito mais rápido, devido ao seu propulsor, um reator atômico, que utiliza urânio enriquecido a 20%, o U-235.

    Fica clara a opção escolhida pelos que pensaram a Estratégia Nacional de Defesa (que não pode ser separada da Estratégia Nacional de Desenvolvimento).

    Somente cinco países constroem submarinos com propulsão nuclear: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, todos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

    Apenas três países dominam todo o ciclo do combustível atômico e possuem reservas de urânio: os Estados Unidos, a Rússia e o Brasil.

    Nosso país tem mais de 300 mil toneladas de urânio em suas jazidas, sendo que somente um terço delas foi prospectada. O consumo hoje é de mil toneladas/ano, o que seria suficiente para mais de 300 anos de fornecimento.

    O Brasil na década de 80 assinou um tratado de salvaguardas com seu vizinho argentino. Foi um tratado equilibrado, pois previa reciprocidade. Muitos anos depois, foi obrigado a assinar um tratado de não proliferação nuclear, no final do governo de Fernando Henrique, visivelmente desequilibrado, pois só previu obrigações para o lado brasileiro, sem nenhuma contrapartida das grandes potências.

    Tentam fazer que o país assine um “protocolo adicional” que pode significar que o país abra sua tecnologia nuclear aos estrangeiros. Nenhum país do mundo fornece ou vende tecnologia nuclear sensível, como ficou claro no acordo nuclear Brasil-Alemanha na década de 70 do século passado, aliás, ainda em vigor.

    Por tudo isso, soa muito estranha a prisão do Vice-Almirante R1 Othon Luiz, ocorrida na chamada 16a fase da Operação Lava Jato, por supostos recebimentos de 4,5 milhões de reais, na construção da Usina Angra 3.

    Othon já foi investigado pelas próprias Forças Armadas e foi inocentado na década de 90, sendo certo que diversos comandantes militares não simpatizavam com seus projetos ou seus métodos.

    Some-se a isto, a campanha contra a Petrobrás, que estava em franca expansão com as descobertas do Pré-sal, bem como a prisão do Presidente da Odebrecht.

    O desenvolvimento do reator que equipará o subnuc brasileiro vai sofrer atrasos e os vinte técnicos terão que ser remanejados com o contingenciamento das verbas, devido a intensa campanha da mídia, que acompanha o desenrolar da Operação Lava Jato.

    O projeto do VLS (veículo lançador de satélites) vem sofrendo constantes abalos e até suspeita de sabotagem. O moderno avião transporte de cargas e tropas, o KC-390 da Embraer, também sofrerá atrasos, devido ao ajuste fiscal do governo Dilma.

    É inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas estratégicos da nação. Seria até risível se pensar que americanos, russos ou franceses encarcerariam seus heróis, seus cientistas mais proeminentes, ainda que acusados de supostos desvios.

    Portanto, somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país, pode interessar o atraso ou o fim dos programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13a Vara Federal de Curitiba.

    *Juiz de Direito do TJMG

    Responder
    • 9 de março de 2016 em 12:59
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      É um alívio saber que há pelo menos um Juíz de Direito no país (e do meu estado, MG!) que tem uma visão estratégica como o autor acima, Narciso A. Monteiro de Castro. Se os demais juízes tivessem 10% dessa consciência, nossa Constituição não estaria no lixo como agora. Parabéns sr.Juíz, vou divulgar seu brilhante texto ao máximo!

      Responder
  • Pingback: Condução coercitiva de Lula: polêmica até entre procuradores | Marcelo Auler

  • 12 de março de 2016 em 04:27
    Permalink

    O Lula se negou a ir depor duas vezes. Entrou no STF para evitar ser intimado e ainda queria obrigar a Justiça a anular as investigações que o envolvia na Lava Jato. Usou da influência que tem com seu aparelho Janot, para cometer uma ilicitude ao anular uma intimação do procurador. Ridicularizava e ainda o faz sempre a Justiça e o Ministério Público, pressionava publicamente a presidente Dilma e o ex ministro Eduardo Cardozo para usar de abuso de autoridade e poder para sabotar a Lava Jato, como ele mesmo fez com vários trabalhos da Policia Federal, como a Operação Satiagraha, No dia que foi cumprido o mandado de busca e apreensão, também sendo cumprido uma intimação para depor, o Lulla se negou e afirmou categoricamente que só iria algemado. E mesmo com os apelos dos policiais, se negou a ir, assim não deixando alternativa para a condução coercitiva. Nem chegaram a detenção ou prisão. Apenas uma medida que é obrigatória em caso de tentativa de desobediência à intimação pela terceira vez. A medida normal é usada contra todos os cidadãos. E Lula é um cidadão comum, não é mais presidente e nem servidor ou militar, ele é um cidadão como qualquer outro, e ninguém está acima da Lei. A intenção deste alarde todo, desta pirotecnia é uma só, a de tentar inibir a PRISÃO PREVNTIVA que se sabe juridicamente já deveria ter sido expedida pelo risco e ameaças que Lula faz publicamente incitando a guerra fraticida dos seus militantes contra os manifestantes pacíficos, que são ameaçados por Lulla, que conclama seus militantes, como o Exército do MST a pegar em armas e derramar sangue contra uma manifestação legal e constitucional e contra qualquer decisão judicial ou constitucional que o prenda ou deponha a presidente da República. O JK era um verdadeiro estadista, jamais se negou a comparecer e obedecer à uma intimação, por isso não era necessária a condução sob vara. Vocês são PATETICOS e já cometeram suicídio político levando aliados e falsos adversários todo para o buraco, porque acham que vivem no século XXI ou em Cuba de 50 anos atrás para usar de táticas que não funcionam e não tem nem contingente para serem executadas, vocês precisariam ter a massa, mais de dois terços da população a favor de vocês lutando por uma causa, mas não tem nem um milésimo da população do País a seu favor. Vocês são amadores. E vocês perderam. É o fim. Nada será como antes que o futuro possa apagar.
    O Lula vai preso sim e a Dilma também. E vão levar o FHC e sua turma juntos pra cadeia. A classe política brasileira está morta. Graças à vocês.

    Responder
  • 14 de março de 2016 em 19:38
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    A que ponto chegamos…..?????? Um indivíduo que ocupou um cargo político por 8 anos e que, ao deixar suas funções, passa a mão em tudo que está em seu redor (sem ter direito a isso) e leva embora não passa de um ladrãozinho de quinta. Cadeia nele!!!! é o que nós todos deveríamos estar desejando, ou não?????……

    Responder
  • 20 de março de 2016 em 20:33
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    O “DIREITO PENAL DO INIMIGO”
    Por Claudio Fontenele

    Dois fatos foram marcantes para pudesse compreender que a Operação Lava Jato traz em si o embrião do Direito Penal do Inimigo e do Estado de Exceção:

    1.O constrangimento ilegal a Lula(art.146 do Código Penal), que se encontrava noutra Comarca e iria ser conduzido coercitivamente à Curitiba, sem ter sido intimado previamente para comparecer espontaneamente a Juízo, bem como quando havia possibilidade de ser ouvido em São Paulo mediante a expedição de carta precatória;

    2. A violação do segredo de justiça das gravações obtidas por meio de interceptação telefônica(art.8º, parte final, da Lei 9.296/96).

    Responder
  • Pingback: Carta aberta ao ministro Eugênio Aragão | Marcelo Auler

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