Folha mostra penúria na PF-PR e esquece as mordomias

Marcelo Auler

Há quem diga que coincidências não existem. Pode ser. Mas a reportagem publicada no domingo (14/02) pela Folha de S. Paulo, coincidência ou não, ainda que dê voz a uma reclamação capenga de setores da Polícia Federal, serve para comprovar o que o blog e algumas entidades afirmam: mais do que verba, falta gestão na Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR). Aliás, na verdade, a verba sobrou em 2015 e foi devolvida ao Tesouro Nacional: R$ 1,4 milhão

A confirmação desta tese está na comparação das ilustrações da reportagem da FolhaCarros sem gasolina e lanchas paradas retratam lado B da PF” com as aqui postadas na quinta-feira (11/2), Polícia Federal, sem verba para a luz, mas com mordomias. Já que o jornal não fez tal comparação, agradeço, faço aqui e lanço a pergunta:

Como é possível ter dinheiro para um ambiente moderno, que inclui bar, churrasqueia e ilha gourmet em uma delegacia e não conseguir consertar os instrumentos de trabalho? Por que faltou dinheiro para o fundamental e sobrou para o supérfluo?

ESBANJAMENTO E PENÚRIA: na foto à esquerda a mordomia da churrasqueira moderna no prédio que sedia o GISE e a DRE, em Curitiba; na da direita, as lanchas da Superintendência aguardando manutenção em Paranaguá, em uma reprodução da postagem da Folha: o dinheiro gasto com uma não poderia consertar as demais?

ESBANJAMENTO E PENÚRIA: na foto à esquerda a mordomia da churrasqueira moderna no prédio que sedia o GISE e a DRE, em Curitiba; na da direita, as lanchas da Superintendência aguardando manutenção em Paranaguá, em uma reprodução da postagem da Folha: o dinheiro gasto com uma não poderia ter tido melhor utilização?

Que a Polícia Federal tem necessidades, ninguém nega. Mas há que se separar o joio do trigo, pois a choradeira é grande e nem sempre quem chora tem razão. Delegados e agentes de policia federal estão certíssimos ao reclamarem, por exemplo, das diárias que recebem em missão: R$ 200,00. É  pouco. Em algumas cidades pode ser até suficiente para pagar hotel e alimentação. Em outras, jamais. Constantemente, eles recorrem à comparação com os procuradores da República.

Nessa comparação, o valor torna-se uma miséria. As diárias dos procuradores, regidas por lei e por portarias, equivalem a um dia de trabalho (1/30 do subsídio). Portanto, variam de acordo com o tempo de serviço e o posto que ocupam. Como o salário no início da carreira gira em torno de R$ 28.900, a menor diária equivale, no mínimo, a R$ 963,00. Não havendo pernoite, recebem meia diária. Mesmo um servidor do Ministério Público da União (inclui as Procuradorias da República, do Trabalho, Militar e do DF e Territórios) recebe duas vezes e meia a diária da Polícia Federal. O valor mais baixo entre eles é de R$ 506,00.

Estes valores servem para hospedagem, alimentação e deslocamento urbano. Ainda há reembolso por conta do descolamento casa/trabalho para o aeroporto e do aeroporto ao local de destino, caso não seja usado o carro oficial. A procuradoria evita que as viagens se estendam por 30 dias – o que significaria um segundo salário – e limita, por ano, a um máximo de 60 diárias. No período do servidor fora de sua lotação original o auxilio alimentação, de quem os recebe, e o auxílio moradia dos procuradores são suspensos.

O pagamento xde auxilio moradia  promotores, procuradores, juízes e desembargadores ´pe uma discussão que precisa entrar na pauta do Congresso Nacional. Não faz sentido eles receberem esta ajuda até quando moram na cidade onde fizerem o concurso para ingresso na carreira.

Ilustração copiada da página do Facebook da comunidade Não ao Auxílio-Moradia

 

O pagamento do auxilio moradia a promotores, procuradores, juízes e desembargadores é mais um motivo de crítica dos delegados federais. Muitos, não por defenderem o fim deste “penduricalho” nos vencimentos, mas por almejarem recebê-los.

Esta é uma discussão que precisa entrar na pauta do Congresso Nacional. Não faz sentido o pagamento desta ajuda – que não é pequena, R$ 4.377,73 mensais -, inclusive àqueles lotados na cidade onde fizerem o concurso para ingresso na carreira, tenham ou não casa própria.

O cálculo da página do Facebook da Comunidade  Não ao Auxílio Moradia é de que nos dois primeiros meses deste ano gastou-se em torno de R$ 250 milhões com tal “penduricalho”, quase o dobro do que se pretendia cortar do orçamento do DPF em 2016: R$ 133 milhões.

A má gestão no DPF - Estes valores e estas diferenças, porém, não eximem a Polícia Federal de bem aplicar as verbas que recebe e delas prestar contas à sociedade. Aliás, convém deixar claro que todas as informações sobre diárias do MPU foram repassadas oficialmente pela Comunicação Social da Procuradoria Geral da República. Já a Comunicação Social do DPF fecha-se em copas quando questionada e nada responde. Como aconteceu com o pedido de explicações sobre os gastos com as mordomias no GISE/DRE – Polícia Federal, sem verba para a luz, mas com mordomias.

Na carta à sociedade, a Associação de Delegados Federais fala da falta de gestão no DPR e relembra os momentos de penúria na década de 1990 - reprodução do Facebook

Na carta à sociedade, a Associação de Delegados Federais fala da falta de gestão no DPR e relembra os momentos de penúria na década de 1990 – reprodução do Facebook

Não é apenas o blog que fala de má gestão da Polícia Federal. Os exemplos são múltiplos. Recentemente, a página no Facebook dos “Agentes Federais do Brasil” postou uma Carta à Sociedade – reproduzida por vários colegas blogueiros – criticando a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e mostrando a penúria pela qual já passou o DPF em passado recente.

Talvez por falta do que chamamos de memória da redação, isto é, jornalistas mais antigos que presenciaram certo acontecimentos demitidos por medida de economia, a reportagem não lembrou aos leitores esta crise, ocorrida no final dos anos 90. Pode ter sido uma decisão editorial, para não mostrar que coisas pores aconteciam na gestão dos tucanos.

Como a carta mostra, uma matéria da própria Folha de S. Paulo – Dívida faz PF do RJ cortar telefone e xerox - fácil de ser encontrada na internet, apresentava um retrato muito mais grave. Naquela época cortaram o telefone e, as xerox. Os carros não só tinham cota de gasolina a usar – como a reportagem denunciou existir hoje, embora uma cota três vezes maior – como eram utilizados em um sistema de rodízio.  Bastava o jornal pesquisar seu acervo que encontraria o material, proporcionando aos leitores a possibilidade de comparar as duas situações. A carta, lembrou detalhes da crise e citou a reportagem:

Em 1999 a própria Folha anunciava uma crise bem mais grave do que a descrita pela reportagem de domingo. Basta verificar nos arquivos.

Em 1999 a própria Folha anunciava uma crise bem mais grave do que a descrita pela reportagem de domingo. Basta verificar nos arquivos.

 “No final da década de 90 a PF vivia um momento de extrema penúria. Não havia viaturas em número suficiente para atender às delegacias. Nas duas maiores unidades do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, a solução encontrada foi um rodízio das viaturas disponíveis entre as delegacias. Assim, na segunda-feira pela manha, por exemplo, a Delegacia Fazendária e a Entorpecentes podiam dispor dos poucos veículos em condições de uso; já a parte da tarde era reservada à de Ordem Política e Social (hoje chamada Institucional) e à Marítima (hoje de Imigração) e no dia seguinte à de Combate ao Crime Organizado (hoje Crimes Financeiros) e de Segurança Privada e assim sucessivamente. Isso até estourar o limite de cota de combustível, algo em torno de 30/40 litros por delegacia. A Folha de São Paulo mostrava em 1999 o corte de linhas telefônicas e de Xerox na Superintendência do Rio de Janeiro e falava na “pior crise enfrentada pela PF”.

Em nada comparado à situação atual, mesmo com embarcações esperando manutenção. Antes, não havia embarcações, faltava gasolina para os carros e não tinham dinheiro para se gastar. Nem mesmo para gastos indevidos, com churrasqueiras e ilhas gourmet.

Bem mais recente, em 5 de janeiro, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), também em nota, garantiu que o tal corte de R$ 133 milhões no orçamento da Polícia Federal para o ano de 2016 – o qual, relembre-se, o ministro da Justiça já negou – “pode ser administrado internamente com medidas de gestão, como “racionalização de gastos” e “eliminação da burocracia””.  A entidade tocou em um ponto nevrálgico para a categoria, os “milhões gastos todo ano com diária e remoções cruzadas”.

Diárias eternizadas – Para quem não sabe, diária cruzada é quando um superintendente convoca um policial (normalmente seu amigo) de outro estado ou cidade para trabalhar consigo e manda outro profissional da sua superintendência cobrir a vaga que ficou aberta. Ou ainda quando ocorre uma triangulação, ele chama alguém para o seu setor e manda um dos seus cobrir uma vaga aberta em outra unidade que também já emprestou um servidor. Quando ocorrem as remoções, os policiais fazem jus a salários extras a título de pagamento da mudança.

Como o DPF, ao contrário do MPU que limita o pagamento de 60 diárias/ano, não respeita mais a instrução que determina a remoção do servidor após 120 dias convocado, as diárias se eternizam. Isso leva determinados servidores a considere-na incorporada aos vencimentos. Não sobrevivem sem as mesmas. Com isso, tornam-se submissos aos responsáveis por sua requisição, atendendo-os sem contestação.

No Paraná, a Operação Lava Jato tem justificado a convocação de servidores em nome do aumento dos serviços. O período de convocação tem superado em muito o permitido pela regras internas da instituição. Um exemplo é o delegado Severino Moreira da Silva. Oficialmente  lotado na Coordenação-Geral de Defesa Institucional (CGDI) da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR, em Brasília, ele, na prática, desde março de 2015 atua como “convocado” em Curitiba. Nesse afastamento que completará um ano, auxiliava na investigação sobre compra de sementes de maconha pelo Correio.

Em novembro, o amigo e superintendente Rosalvo Franco, com quem Severino costuma dividir com frequência a mesa de almoço, o indicou para presidir o inquérito que deve apurar como uma cópia do rascunho da delação premiada de Nestor Cerveró foi parar nas mãos do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Mas, apesar da indignação do próprio ministro Teori Zavascki e do procurador geral da República, Rodrigo Janot, a superintendência não mostrou a menor presa em desvendar a questão. Severino, antes, foi gozar suas férias e até hoje nem sequer ouviu o principal personagem do inquérito, o ex-diretor da Petrobrás Cerveró. Ou seja, a investigação não andou em quase três meses.

Ao ser "castigado" com o afastamento da capital, Dalmey Werlang tornou-se mais um caso de "diária cruzada"

Ao ser “castigado” com o afastamento da capital, Dalmey Werlang tornou-se mais um caso de “diária cruzada”

A “diária cruzada” no Paraná passou a beneficiar o agente federal Dalmey Fernando Werlang quando a administração local decidiu puni-lo. Ele, em 2015, admitiu em um inquérito, na CPI da Petrobrás e em juízo, ter instalado o grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef a mando do chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime organizado, Igor Romário de Paulo. Conforme disse, ao lado de Romário estavam o superintendente Rosalvo Ferreira Franco e o delegado Marcio Anselmo Adriano, que chjfia a Operação Lava Jato.

O conflito gerado entre o que ele disse e a versão da cúpula da Lava Jato – de que o grampo estava desativado – fez com que a administração o mandasse para Paranaguá, no litoral.

Hoje, ele preenche a vaga de um agente que há dois anos trabalha em Curitiba, no Grupo de Investigação Sensível (GISE), recebendo diárias. Como ele usa o alojamento do próprio GISE que conta também com uma cozinheira para atender a todos, o servidor vê nas diárias um complemento salarial.

Há aqueles que, semanalmente, revêm suas famílias, na cidade de origem. Caso as suas diárias sejam pagas nos dias em que se ausentam do local convocado, deveriam restitui-las através de DARFs. Nem todos o fazem. O controle disso é uma responsabilidade das Superintendências. Se ocorre ou não, é algo a ser explicado. Casos como este, no entanto, segundo informações levantadas, se repetem em todo o país.

Jovens aposentados – A reportagem da Folha escorrega em outro equívoco ao reverberar, sem maiores questionamentos ou explicações, um choro antigo da entidades representativas da Polícia Federal: a falta de servidores. Aliás, esta é uma reclamação constante de sindicatos e associações de servidores públicos em geral.

É evidente que com o crescimento da população, a melhora da economia no governo Lula, o aumento dos conflitos e a globalização da criminalidade, instituições como o DPF sempre estarão precisando mais gente. No entanto, é fato reconhecido por diversos setores da Polícia Federal e por aqueles que a acompanham, inclusive muitos procuradores da República, que na gestão do PT na presidência, o efetivo do Departamento aumentou.

Dados divulgados pelo Ministério do Planejamento em setembro de 2014 mostravam que dos 7.431 servidores, no início do primeiro governo Lula, o efetivo pulou para 11.817. Deste total, naquela época – setembro de 2014 – 1.817 eram delegados.Logo, torna-se pouco confiável a informação repassada à Folha pela ADPF de que hoje são 1.700 delegados.

É verdade que uma das principais vantagens da carreira na Polícia Federal, como admitem seus membros, é a possibilidade de uma aposentadoria após 30 anos de contribuição, 20 deles obrigatoriamente dentro do DPF. Ao contrário dos demais trabalhadores, não há vinculação entre tempo de serviço/contribuição e idade. A possibilidade aberta pela legislação especial, aliada ao risco de mudança das regras através da interpretação da lei de que delegados têm atividade jurídica e não policial, levou alguns deles a requisitarem logo a aposentadoria. Outros o fizeram apenas e tão somente motivados por novos salários em novos empregos.

Respaldados na legislação especial por serem policiais, hoje vários deles estão aposentados com pouco mais de 50 anos de idade. Alguns são os que aparecem nas páginas do Facebook em campanha contra o governo. Como os delegados adoram se comparar aos procuradores, vale registrar que essa vantagem não acontece no Ministério Público da União.

Curiosamente, enquanto jovens delegados correm em busca da aposentadoria, há aqueles, bem mais antigos que mesmo relegados pelas últimas administrações fazem questão de não pendurar as chuteiras. Caso de Getúlio Bezerra. Ele, por anos seguidos coordenou o combate ao tráfico de drogas. Na gestão do delegado Paulo Lacerda, tornou-se o primeiro chefe da recém criada Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DICOR). Bezerra ingressou na polícia, como agente, em 1973 e mesmo preterido nos cargos de chefia a partir da posse de Luiz Fernando Correa que só admitiu delegados mais novos nos postos chaves, permaneceu na ativa até o ano passado. Ao completar 70 anos, foi aposentado compulsoriamente. Como ele, há outros delegados antigos que lutam para permanecer na ativa mas acabam rejeitados pela administração atual do Departamento.

Rosalvo pediu um valor ao juiz para pagar suas contas, mas usou valor superior. As despesas com luz e combustível, cresceram 5,6%. Ninguém deu ou pediu explicações.

Rosalvo pediu um valor ao juiz para pagar suas contas, mas usou valor superior. As despesas com luz e combustível, cresceram 5,6%. Ninguém deu ou pediu explicações.

Má gestão no Paraná – Como uma mera correia de transmissão, que reproduz automaticamente o que ouve,  a Folha incorreu em erro ao dar voz às reclamações sobre a falta de dinheiro na Superintendência do DPF no Paraná para pagar conta de luz e do combustível. Não conferiu sequer os documentos disponíveis nos autos do processo em que o superintendente Rosalvo solicitou verba ao juiz Sérgio Morto. Se o fizesse, verificaria que o delegado errou no valor citado como usado no pagamento das contas de luz e de combustível, tal como narramos em “Trapalhadas da PF-PR com a verba doada pelo juiz Moro“. Ali, mostramos que:

“a desorganização é tamanha que a Superintendência informa erradamente o valor usado do dinheiro doado por Moro para pagar a energia e o consumo de gasolina. Não foram R$ 172.138,37, como afirmam, inclusive em documentos que chegaram ao ministro José Eduardo Cardoso. O valor gasto foi maior: R$ 181.914,85″.

Todo o episódio do pedido de verba à Justiça Federal para instalar um sistema de câmeras de vigilância, monitoramento e alarme (Sistema CFTV)  na Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR) é um retrato da falta de gestão. O pedido de R$ 1 milhão foi feito em março de 2014. A verba foi liberada em agosto do mesmo ano. Mas, em março seguinte, quando o dinheiro ainda nem tinha sido usado, houve nova solicitação de mais R$ 2,237 milhões com o mesmo objetivo: instalar o circuito de TV na sede da Superintendência Regional, no depósito de carros apreendidos, no bairro  Hauer, em Curitiba, e para as descentralizadas de Paranaguá, de Ponta Grossa, de Guarapuava e de Cascavel, interior do Paraná.

Ficou evidente que o primeiro pedido foi feito sem qualquer projeto ou mesmo levantamento real dos custos da empreitada. Faltou planejamento. Diante da recusa de Moro, o superintendente teve que se contentar em instalar o circuito interno de TV apenas na sede da SR/DPF/PR, em Curitiba. O que só começou a ser feito no segundo semestre do ano passado, 16 meses depois de iniciada a empreitada.

A Folha, na matéria em que diz mostrar o lado B da PF no Paraná, omitiu dos seus leitores um fato relevante que desdiz a tese principal da falta de recursos naquela regional do DPF. Como foi amplamente divulgado, inclusive na mesma matéria aqui postada e citada acima, ao final do exercício de 2015, a superintendência devolveu ao Tesouro Nacional R$ 1,4 milhão. Mais do que foi pedido inicialmente ao juiz Moro e 7,6 vezes maior do que o solicitado para pagar as contas. Isto, claro, sem falar no que gastaram  com a reforma do prédio do GISE” entre maio e agosto de 2015. Mas ali, tudo é misterioso: o motivo da obra, a origem dos recursos e os valores efetivamente gastos. Isto, porém, não existiu para a Folha. Em consequência, também não para seus leitores.

22 pensamentos sobre “Folha mostra penúria na PF-PR e esquece as mordomias

  • 16 de fevereiro de 2016 em 14:33
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    Bela reportagem! Vens ganhando uma legião de fãs na PF!!! O boato que está rolando é que a COAIN vai engolir a adm da SR/PR…logo…também muito batom na cueca!!!! E tome ação de danos morais na sequência!!! O bolacha já andou abrindo o bico p os colegas…

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 14:44
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    Não custa lembrar que o valor da diária dos policiais federais, assim como o do auxílio-alimentação é exatamente o mesmo do restante Poder Executivo Federal. A matéria matou a charada, tem muito policial que já incorporou o valor da diária no salário pois está sempre em missão, ainda que “missão” seja carimbar tarjeta de imigração. Uma análise mais detalhada dos gastos com diárias poderia trazer grandes economias para a PF.

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 16:40
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    Se fosse obrigado a apresentar o recebo 90% que recebem caíam do cavalo….

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 16:43
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    O foda é quem vai fiscalizar isso…MP, corregedoria, Moro, Diretor da PF do paraná……rs
    Verdade seja diga, a casa da barbie ficou linda

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  • Pingback: Auler: chororô da PF por verbas esconde sua má administração - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

  • 16 de fevereiro de 2016 em 17:10
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    Marcelo Auler,

    Muito pertinente sua materia, como sempre.
    Esse negocio de aposentadoria sempre foi algo que uma certa categoria de deuses no dpf sempre reclamaram de barriga cheia ao apontar o dedo aos membros do MP.
    Veja só uma coisa:
    O artigo 40, paragrafo 4o., inciso II, da Constituicao, diz que os servidores que tem direito a aposentadoria especial no servico publico sao aqueles que exercem atividade de risco, dai advem a aposentadoria especial dos policiais.
    Ja, a Lei Complementar 144/14 diz que o servidor publico policial sera aposentado voluntariamente, com proventos integrais, independentemente de idade apos 30 anos de contribuicao, sendo 20 deles em cargo policial.

    Logo, essa aposentadoria especial trata dos ocupantes de cargo policial.

    Agora vejamos um detalhe muito importante.

    O artigo 2o. da Lei 12.830/2013 diz que as funcoes de policia judiciaria e as apuracoes de infracoes penais serao exercidas pelo DELEGADO DE POLICIA e sao de natureza JURIDICA. Mais adiante no artigo 3o. a lei equipara os tratamentos prestados ao DELEGADO DE POLICIA iguais aos do Magistrado, Defensores Publicos, Ministerio Publico e Advogados.

    Logo, esta evidente e cristalino que DELEGADO nao exerce atividade Policial, mas sim Juridica, fazendo jus a aposentadoria semelhante a dos Magistrados, Defensores, Membros do MP e Advogados.

    Claramente a lei 12.830 deu um tratamento juridico e mais que justo ao Delegado de Policia, de ser um servidor juridico.

    Assim a aposentadoria especial serve a todos demais servidores que nao Delegados, cabendo a AGU e CGU corrigir esse novo tratamento juridico revogando aposentadorias de Delegados apos a publicacao da Lei 12.839/2013 e adequando os novos casos as novas regras.

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:07
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    A Polícia Federal do Paraná há muito tempo é um caso de “polícia” tal o número elevado de escalabros investigatórios, financeiro, de gestão e pasmem: de gravações clandestinas que se sabe dela! No entanto, se houvesse um Ministro da Justiça no cargo, tenho certeza que nada disso estaria acontecendo, pois no Paraná também haveria um Diretor competente para sua gestão e autoridade!

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  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:29
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    Me expliquem uma coisa.
    Desde maio de 2014 surgiu a sindicancia 04/14 do senhor Moscardi, a qual foi forjada.
    Estamos em fevereiro de 2015 e nenhum gestor corrigiu nenhuma aberracao, incluido essa sindicancia e tantos grampos e provas forjadas.
    Na Africa um suspeito de ebola, doenca grave, é isolado e posto em quarentena.
    No Parana nao, continuaram pintando e bordando, mesmo doentes de morte e contagiosamente perigosos.
    Isso tudo pode servir de exemplo da belissima gestao de Delegados no
    Orgao.
    Valeixo ex superintendente da PF PR, Iegas ex superintendente da PF PR, muitos interesses por tras que sabe-se la em quem vai respingar uma apuracao funda e seria.
    Agora Valeixo nao eh mais adido na capital dos EUA e ocupa o cargo de Diretor de combate ao crime organizado em Brasilia, amigao do Rosalvo, de se falar todo dia ao telefone.
    Por isso a coisa nao anda e os astros do banestado e cia continuam nos holofotes do jornal nacional e da revista global Epoca.
    Essa merda nao vai dar em nada!!!
    Se fosse Agentes no cargo de diretores do orgao ou algum militar o chicote ja tinha estralado ha muito tempo.
    Bolsonaro presidente essa casa vai entrar no eixo.

    Responder
    • 17 de fevereiro de 2016 em 22:43
      Permalink

      bolsonaro? o neonazista? Tem certeza?

      Responder
  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:34
    Permalink

    Para Prof. Dr em Universidade Federal também as diárias são de R$ 200,00. Não pode SÒ para a PF. Queremos escolas ou prisões?

    Responder
    • 17 de fevereiro de 2016 em 11:31
      Permalink

      Deixe de ser babaca; as diárias para todo o poder executivo são as mesmas. Queremos escolas, mas também queremos presídios, idiota. É por falta presídios que a bandidagem está por aí e a criminalidade está explodindo, idiota !

      Responder
  • 16 de fevereiro de 2016 em 18:36
    Permalink

    Não sei porque auxilio de casa própria para Juiz, desembargador, etc, que tem polpudissimos salários com aumentos também sempre polpudos. Profa. de Universidade Federal não tem. E quando se desloca de cidade quando ganha concurso não ganha um TUSTA. Fica com dividas a se perder, porque o salário não dá.

    Responder
    • 17 de fevereiro de 2016 em 11:33
      Permalink

      Vá cursar direito e tentar ser juíza. Você não sabia o valor da sua remuneração quando decidiu ser professora universitária? Quer ganhar igual e juiz e ter as mesmas vantagens, vá estudar !

      Responder
      • 17 de fevereiro de 2016 em 22:49
        Permalink

        Ascendem a bilhões de reais o “auxílio-moradia”, com os “atrasados” que serão pagos a juízes e promotores. Certamente há muitas maneiras melhores de usar bilhões de reais. Muitas vezes os juízes moram no próprio imóvel e mesmo assim recebem o escandaloso “auxílio-moradia”. Com certeza os professores, atualmente tão mais necessários ao país que juizes, nunca receberão nem 1% das regalias autoconcedidas por juízes.

        Responder
  • 16 de fevereiro de 2016 em 19:56
    Permalink

    Isso sim é canalhice patifaria corrupção auxílio moradia com salário de 100 mil reais pra trabalhar de 13 as 19 e os estagiários fazerem tudo. Judiciário brasileiro é a escória do país. Corruptos.Hipócritas. O teto não é trinta mil reais do funcionalismo público ? Isso não é peculato? Não deveriam devolver aos cofres públicos ? Não deveriam proibir isso???? Não vem ao caso?

    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/em-dezembro-de-2015-salario-medio-de-magistrados-foi-de-r-1036-mil-dkf4n61j033l2u82iabl451k7

    Responder
    • 16 de fevereiro de 2016 em 20:09
      Permalink

      Aposentadoria para delegado com 45/50 anos de idade, para quem nao exerce risco nenhum, é o pior dos absurdos, principalmente agora que galgaram a tao sonhada funcao juridica.
      Me responde o que um adido em Washington D.C. por dois anos faz de risco? Que seus delegados coloquem ordem na casa primeiro e assumam todo onus de serem juristas.

      Responder
  • 16 de fevereiro de 2016 em 23:30
    Permalink

    Jornalismo na veia. A cumplicidade criminosa da FSP com as maracutaias e má gestão da PF foram desnudadas e expostas em praça pública. Embora tangencialmente, as imoralidades, privilégios e mamatas desfrutados por procuradores e juízes foram expostos. O trabalho de Marcelo Auler dissecando a PF é exemplar.

    Como tenho comentado e sugerido, se jornalistas independentes se associarem, reportagens de fôlego como essas podem ser feitas, expondo as entranhas do MP e do Judiciário. Tenho certeza de que se um trabalho assim for realizado, a empáfia, a arbitrariedade, o autoritarismo e os abusos indecentes cometidos por essa instituições e profissionais cairão no debate público, podendo assim estimular mudanças na legislação, de modo a mitigar ou eliminar esses descalabros.

    Responder
  • 17 de fevereiro de 2016 em 07:46
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    Brilhante matéria. Fico e todos deveríamos ficar indignados de como o dinheiro público escoa pelo ralo. Aliás, pros bolsos inevitáveis de grande maioria do judiciário. É uma afronta a nossa inteligência. O PIG é um emaranhado de reportagens duvidosas e indecentes.

    Responder
  • 17 de fevereiro de 2016 em 09:16
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    Confirmado: corre q a pica está chegando!!!!

    Responder
  • 17 de fevereiro de 2016 em 09:58
    Permalink

    Marcelo Auler , eu tb acho que coinscidencias sao pouco prováveis ainda mais quando fogem a regra. A operação Tripo X sumiu. Foi trocado o imóvel rapidamente do apto para a chácara. Pessoas foram soltas fugindo a regra de Operação. Agora aparece a denúncia de casa de Paraty. O helicoptero.Pior hoje no tijolaco o vinculo escancarado de Paulo Roberto Costa com aquela entidade que correu pra dar um prêmio ao Juiz. Aquela que seletivou as notícias da operação através dos vazamentos criminosos. Aquela que fez a ZELOTES mudar de foco.
    PASMEM :

    http://tijolaco.com.br/blog/agropecuaria-dona-da-mansao-dos-marinho-divide-endereco-e-agente-no-panama-com-paulo-roberto-costa/

    Como repórter investigativo e com fontes exclusivas no que demostra ter gostaria de ler uma matéria sua fazendo essas correlações com fatos que passam batidos no tempo mas que juntos são bombas atômicas nessa historia que correlaciona Paulo Roberto Costa , delação premiada, off Shore no Panamá, prêmios, vazamentos seletivos, entrevistas globais na TV e reportagens na revista Epoca, enfim a verdade nua e crua que surge dessa podridão engendrada pra quebrar um partido e um país pois pra quem ganha 100 mil reais por mês sendo funcionário publico a crise não faz diferença.
    a sujeitada ta sendo exposta. Há pressa e agora não mais escondem as intenções pois sabem que o revés da verdade esta chegando…

    Obs : e agora ou o Paulo Roberto Costa escondeu essa história do Panamá e daí a delação se esvazia ou falou e foi suprimida…propositalmente. A bola é sua Marcelo!!!

    Responder
  • 17 de fevereiro de 2016 em 12:09
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    Essas offs do panamá, esses nomes da zelote, essa lista do hsbc esta deixam muita gente de caganeira…..

    Responder
  • 17 de fevereiro de 2016 em 13:57
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    Aproveitando o ultimo comentario sobre Paulo Roberto Costa.
    O juiz do caso Eike Batista foi aposentado compulsoriamente, dentre outros casos, porque usou o porshe aprendido do Eike Batista para ir trabalhar, parece que uma unica vez.
    E o delegado Moscardi que usou o land rover Evoque, preta e blindada, de Paulo Roberto Costa, tambem apreendido e que foi um presente de Youssef ao primeiro, como sendo seu, por meses, abastecendo com combustivel destinado as viaturas, indo com o carro pernoitar em sua casa, indo a academia cia atletica do Shopping Birigui todos os dias no primeiro semestre de 2015. Basta resgatar as cameras do shopping e ver. Ahh utilizava placa fria tambem de iniciais BAO, que hoje esta no carro ix35 cor prata apreendido, que ele usa ininterruptamente, com os mesmos fins e combustivel na faicha. Isso nao da nada nao? So juiz que é punido por isso?
    Nao sao tao morais esse povo quando vao fazer as coletivas de prisoes da lava jato! Falam como se fossem intocaveis e uma improbidade dessas nos bastidores.
    É de dar dó!!!

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