“Spotlight”, Rubens Paiva e o jornalismo superficial

Marcelo Auler

O filme mal chegou às telas e já desperta uma boa discussão entre jornalistas. Inevitavelmente, trará a comparação entre o que se faz hoje, o trabalho dos jornalistas americanos do “The Boston Globe” abordado no enredo e o que já se fez muito bem nas nossas redações. A discussão cresceu a partir da crônica de Artur Xexéo, no domingo, 10/01, em O Globo, de leitura recomendável, sobre o já badalado “Spotlight — Segredos revelados”. A ela juntamos o comentário do experiente profissional  Lima de Amorim, no Facebook.

Xexéo, admirável cronista e repórter da área cultural, de certa forma trouxe à tona a questão da superficialidade do jornalismo que domina a internet – acrescento, o jornalismo em geral -, apesar de no seu início todos terem, como lembrou, apregoado que a questão do espaço não seria mais problema:

“Na internet você poderia escrever do tamanho que fosse necessário. Não havia limites. Eles só se esqueceram de combinar com o usuário. Logo as pesquisas apontaram que o leitor virtual não tinha paciência para rolar uma segunda página nos textos jornalísticos”.

Em contraponto à história do filme, recordou que nossas redações conheceram também “Tropas de Choque”, isto é, grupos de repórteres encarregados de uma grande apuração, por longo tempo. “Nos meus 40 anos de jornalismo, vi várias serem formadas. Mas nunca vi uma dar certo. Elas costumam ganhar a antipatia do resto da redação”, vaticinou.

Amorim discordou: “Esse julgamento não corresponde integralmente à experiência que vivi, sobretudo no velho e bom Jornal do Brasil, O Globo e TV Globo. Os repórteres que integravam essas “tropas” tinham algumas características comuns, entre as quais: eram versáteis, determinados, habilidosos para romper silêncios encravados sob o medo, suportavam melhor o stress diante do risco e eram mais disponíveis para agir de forma rápida em situações de emergência ou crise. Sim, às vezes eles demoravam a publicar matérias, porque pegavam assuntos mais delicados, complexos, perigosos, muitos precisando de tempo para investigação”.

O jovem Fritz (ao centro, de óculo) entre Heraldo Dias (à direita) e Sérgio Fleury (esquerda). TRês grandes jornalistas que não estão mais entre nós. Foto reprodução do Jornal do Brasil

O jovem Fritz (ao centro, de óculo) entre Heraldo Dias (à direita) e Sérgio Fleury (esquerda). Três grandes jornalistas que não estão mais entre nós. Foto JOELLE ROUCHOU

Um caso que reescreveu a História - Ao dar o meu pitaco no assunto, relembro o Caso Rubens Paiva, deputado do extinto PTB ligado ao governo de João Goulart, cassado pelo golpe militar e assassinado em 1971, no Quartel da Polícia do Exército (PE), na Tijuca, onde funcionava o famigerado DOI-CODI. A partir deste caso, aprendi algumas lições no jornalismo, desde a brilhante aula que a dupla Fritz Utzeri e Heraldo Dias  nos deu, em 22 de outubro de 1978, com uma detalhada matéria desmontando a versão oficial da ditadura. Para encobrirem a morte dele em consequência das torturas,  inventaram um sequestro.

Em torno do mesmo caso, uma outra lição me foi dada, no início de 2014, por parte de Elio Gaspari.

Capa do Caderno Especial de Domingo, do dia 22 de outubro de 1978. Em plena ditadura, Fritz e Heraldo questionaram a versão oficial dos militares. A História mostrou que estavam certos.

Capa do Caderno Especial de Domingo, do dia 22 de outubro de 1978. Em plena ditadura, Fritz e Heraldo questionaram a versão oficial dos militares. A História mostrou que estavam certos.

Trago esta história em uma tentativa de apresentar à nova geração de jornalistas como se trabalhava intensamente no passado, sem aceitar versões oficiais passivamente. Mais importante ainda, com o apoio irrestrito dos jornais, que não mediam esforços – nem gastos – para uma boa apuração jornalística. Assim, muitos dos nossos colegas como, no caso, os dois, reescreveram a História do Brasil.

Em 1978, era novato na profissão – quatro anos. Estava no meu segundo emprego fixo, na revista Manchete. Argemiro Ferreira, redator da revista, me propôs investigarmos o assassinato do ex-deputado.  Dias depois ele trouxe nova informação: “o Fritz e o Heraldo, do Jornal do Brasil, já estão trabalhando no caso”.  Depois verifiquei que jamais, naquela ocasião, chegaria onde eles chegaram.

Conhecia ambos, mas tinha um relacionamento maior com o Fritz que fazia parte da chapa de oposição que os jornalistas montaram para derrubar o pelego do nosso Sindicato. Juntos, trabalhamos para a eleger a chapa de Carlos Alberto Oliveira, o Caó. Certamente não falamos sobre o caso, Ele não não abria suas apurações.

O meticuloso  trabalho da dupla de repórteres levou-os a medirem distâncias entre o carro e amureta, para questionar a versão dos militares.

Em busca de detalhes - Os dois levaram quatro meses na apuração. Buscaram a ajuda de alguém que jamais apareceu nas páginas, até porque era personagem proibida pela censura: o capitão da aeronáutica Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o Sérgio Macaco. Foi afastado da Aeronáutica, apesar da carreira brilhante como paraquedista, ao se recusar a implodir o gasômetro para que a culpa fosse colocada em grupos de esquerda.

Começaram um meticuloso trabalho que desmontou de uma vez por todas a versão dos militares. Por ela, Rubens Paiva, preso no dia 20 de janeiro pela Aeronáutica e levado para o DOI CODI no quartel da PE da Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte do Rio, teria desaparecido na madrugada do dia 22 de janeiro. Estaria no banco de trás de um fusca, com um dos irmãos Ochsendorf – Jaci e Jurandyr -, ambos sargentos paraquedistas. O capitão Raimundo Ronaldo Campos ia no banco do carona. Teoricamente foram fazer uma diligência para localizar um endereço, no Alto da Boa Vista. Os militares alegaram que o carro foi interceptado por outros dois, com diversos homens armados, que sequestraram o preso. A versão, como mostraram Fritz e Heraldo tinha diversos pontos totalmente mal explicados.

O meticuloso trabalho da dupla de repórteres apegou-se a detalhes para desmentir a versão oficial. Com este propósito, chegaram a medir distâncias entre o carro e a mureta da Avenida Edson Passo (Alto da Boa Vista) o que a perícia do Exército jamais fez.

Na busca por Rubens Paiva os jornalistas foram remexer covas e rever enterros ocorridos sete anos antes em cemitérios do Rio.

Na busca por Rubens Paiva os jornalistas foram remexer covas e rever enterros ocorridos sete anos antes em cemitérios do Rio.

Eles , além de remexerem documentos, procuraram personagens da época, como oficiais que serviam no quartel da PE. Um deles foi o então capitão Ronald Jose Motta Baptista de Leão, que tentou acharcá-lo. Pediu dinheiro em troca de uma possível foto de Paiva no “pau de arara” e de informações sobre o local onde estaria seu corpo.

É um fato que Walter Fontoura, na época diretor de redação do JB, mantém na memória e lembrou quando o procurei pela Comissão Estadual da Verdade, do Rio de Janeiro (CEV-RJ):

Eu autorizei o Fritz, nesta época, a pagar 300 mil (não sei que dinheiro era), qualquer coisa como 300 mil, que este militar estava pedindo por uma prova de que o Rubens Paiva tinha sido morto lá. Não me lembro mais exatamente o que era. Mas eu estava empenhado em dar o apoio que esta reportagem merecia. E me lembro que o depois ministro do Exército, Walter Pires, na época comandando o primeiro Exército, me telefonou para dizer ‘olha, quero dizer a você que vocês estão sendo alvo de um picareta, de um coronel picareta que está dizendo que vai dar uma prova de que o Rubens Paiva morreu nas dependências da Barão de Mesquita. Não é verdade, ele não morreu lá’. Aí eu falei, ‘mas, vem cá general, então o senhor sabe como é que ele morreu, quem matou, como é que matou’. Ele disse, ‘não, eu não sei, ninguém sabem, nem vai saber. O que eu sei é que não há hipótese de alguém saber isto. Esse coronel está tentando tomar um dinheiro de vocês, por que está em dificuldades financeiras’”.

A reportagem de três páginas de um domingo, repercutiu intensamente e garantiu aos dois o primeiro prêmio Vladimir Herzog  de Direitos Humanos, em 1979. O fato é que os jornais, ou os responsáveis pelas redações, jamais rejeitaram investir em boas matérias, fosse liberando da pauta uma dupla – ou mais repórteres – fosse financiando este trabalho. O jornal autorizou a compra de enxadas e pás para escavarem áreas do Alto da Boa Vista. Hoje, raramente investem tanto como faziam em épocas passadas.

A nova geração, como disse Xexéo, está acostumada a escrever pouco e tendo pouco espaço, não aprofunda as histórias. Resultado, o noticiário costuma ser pasteurizado: as mesmas informações sem maiores diferenças saem repetida em diversos lugares. Não se cria, copia-se.

Uma exceção tem sido a cobertura da Lava Jato, na qual os grande jornais investem um maior numero de jornalistas em busca de informações que ajudem a campanha política de atingir os governos de Lula, de Dilma e o PT. Não há uma preocupação de questionar, inquirir, descobrir bastidores. Tudo é feito de forma a não comprometer o resultado almejado. Tampouco há a paciência de juntar dados, confrontá-los, até se conseguir uma boa história, com versão mais meticulosa.

Corre-se atrás do imediato, por conta da necessidade de dar o furo na internet, quase em tempo real. Com isso, em entrevistas coletivas,  jornalistas preocupam se mais em redigir  simultaneamente ao que o entrevistado está falando para postar na internet. Nem sempre prestam atenção em dados que podem mostrar contradições. Não contestam.

Segunda lição - No início de 2013, antes ainda de entrar para a equipe de pesquisas da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-RJ), como free-lance, decidi correr atrás do Caso Rubens Paiva. Localizei os irmãos Ochsendorf: Jurandyr mora em Águas Claras, no Distrito Federal. Procurei-o por telefone, mas não consegui contato. Jacy vive em Angra dos Reis. Estive com ele, mas recusou-se a falar.

Difícil foi achar o coronel Ronaldo. Já não morava mais em Copacabana, onde viveu anos seguidos frequentando quadras de vôlei na praia até sofrer um tombo e ter sérios problemas na perna e na coluna. Com a ajuda de algumas fontes conquistadas ao longo da carreira, cheguei ao seu telefone. No primeiro contato, a conversa esperada, que virou matéria em CartaCapital: insistia na tese do sequestro, por mais que questionássemos com os argumentos da matéria de 1978, de Fritz e Heraldo.

Estava prestes a correr atrás de outras informações sobre ele, querendo encurralá-lo. Em uma conversa com Gáspari, ouvi algo óbvio, mas essencial no momento: “não brigue com ele, conquiste sua confiança”. Sabia que era algo difícil e, acima de tudo, demorado. Investi no contato e o aprofundei mais ainda quando, em maio,  ingressei na CEV-RJ.

No dia 18 de novembro de 2013, o coronel Raimundo Ronaldo confessou o "teatrinho" do sequestro

No dia 18 de novembro de 2013, o coronel Raimundo Ronaldo confessou o “teatrinho” do sequestro

Iniciou-se então um longo período de conversas telefônicas, inclusive  com sua esposa, dona Marilda. Foram mais de 60, todos devidamente registrados, nos quais ele insistia na tese do sequestro, apesar dos meus argumentos que a derrubava. Nesse período conversamos sobre as dificuldades da coluna dele, da falta de recursos, como militar reformado, para um atendimento médico melhor, das histórias de ameaças que a família teria recebido no passado, conforme contou dona Marilda, enfim, assuntos dos mais variados foram tratado e aos poucos o que eu acha difícil acontecer – conquistar sua confiança – foi se tornando realidade, até surgir aquilo que eu mais esperava: um convite para conhece-lo pessoalmente.

Nosso encontro ocorreu na primeira semana de novembro de 2013. Fui com a reportagem de Fritz e Heraldo debaixo do braço.

Com ela nas mãos, ficou mais fácil argumentar, primeiro que o “sequestro” do preso ersa impossível de ter acontecido. Mas, também que ele estava levando a culpa sozinho pelo desaparecimento de Rubens Paiva. Afinal, por terem registrado um Boletim de Ocorrência sobre o falso atentado “terrorista”, os nomes dos três – dele e dos irmãos Ochsendorf – eram sempre lembrados quando se comentava o caso.

No depoimento ele confirmou que não conheceu Rubens Paiva e montou a farsa do "sequestro" com os irmãos Ochsendorf , a mando do major Demiurgo

No depoimento ele confirmou que não conheceu Rubens Paiva e montou a farsa do “sequestro” com os irmãos Ochsendorf , a mando do major Demiurgo

Na conversa, algo me chamou a atenção. Ele insistia que não conhecia Rubens Paiva e ao sair para a suspeita “diligência”, ignorava a identidade do preso. Àquela altura, eu já havia feito uma pesquisa em torno do seu nome e a única referencia que encontrei dele ligado à repressão política era justamente o episódio Rubens Paiva. Foi ele, durante os telefonemas, quem me disse que tinha efetuado algumas prisões e deixado de efetuar outras, como certa feita, do maestro Erlon Chaves. A ordem que recebeu era de prende-lo, masd discordou da mesma e ao encontrá-lo em um restaurante, mandou-o sair pela porta dos fundos (sua equipe estava na da frente) para poder dizer que não o achou. O maestro foi preso em outra ocasião.

Apelei então para o lado do legado familiar (dona Marilda, discretamente, não assistiu nossa conversa). Lembrei-lhe que ao falarem de Rubens Paiva seu nome vinha imediatamente à baila e que isto ficaria marcado para o resto da vida, influenciando seus descendentes, caso ele não aproveitasse o momento para reescrever a História. Foi, ao que parece, o argumento que lhe bateu forte. A partir daí ele decidiu admitir o “teatrinho” montado no Alto da Boa Vista, na madrugada do dia 22 de janeiro de 1971.

Uma semana depois, com tudo que ele me havia dito repassado para o papel, voltei à sua casa com o então presidente da CEV-RJ, Wadih Damous. O coronel reafirmou o que dissera e assinou o depoimento transcrito em seis laudas. Confirmou-se assim que ele jamais esteve com Rubens Paiva, embora fosse  sempre lembrado quando o caso era falado.

Escavações na Barra – Fritz e Heraldo  quase acharam o corpo. Três meses depois da confissão do coronel Ronaldo, na companhia de Nadine Borges, à época outra comissionada da CEV-RJ, começamos a desvendar o mistério da ocultação do cadáver de Paiva, ao termos a primeira de duas longas conversas com o torturador confesso Paulo Malhães. Foram, no total, cerca de 14 horas de gravações em dois encontros (fevereiro e março). No primeiro encontro, o máximo que se permitiu foi admitir que tinha ajudado a dar o”destino final” ao que sobrou do corpo.

Mais uma vez mostrou que Fritz Utzeri esteve muito próximo de desvendar por completo o mistério. Após a reportagem, ele e Heraldo continuaram a investir no caso. Souberam que ele poderia estar enterrado na Barra. Malhães nos confirmou isto. Segundo ele, do DOI-CODI o corpo do ex-deputado foi enterrado no Alto da Boa Vista, já com a ajuda do detetive Fernando Próspero Gargaglione de Pinho, policial corrupto que atuava na repressão política em busca de notoriedade entre os chefes. Oficialmente ele estava lotado no chamado Setor de Diligências Reservadas da Polícia Civil do Estado da Guanabara e atuava na Delegacia ,de Vigilância, no Alto da Boa Vista, onde hoje existe uma guarnição do Corpo de Bombeiros.

Foi para as proximidades daquele prédio que levaram o corpo e enterraram. Mas o fizeram próximo ao asfalto e logo depois souberam de um plano do governo do Estado da Guanabara de reconstrução das calçadas na região. Às pressas, trataram de retira os restos mortais dali e levaram para um terreno na Barra, nas proximidades da reserva biológica. Fritz foi informado de que o corpo de Paiva estava na Barra. Mas lhe falaram que era na praia. Com a ajuda de Sérgio Macaco, que morava no Recreio e com certa facilidade conseguiu uma escavadeira junto a uma obra na região, escavaram a areia, sem nada encontrarem.

Malhães e oficiais do Centro de Inteligência do Exército (CIE) foram encarregados de encontrar o que sobraram do corpo para lhe dar o que chamava “destino final”. Não os achou na areia da praia, mas em um terreno do lado oposto da então Avenida Sernambetiba, hoje Avenida Lúcio Costa. Dali, segundo ele, levaram-no para um rio na região Serrana de petrópolis, muito provavelmente o Piabanha, que deságua no Paraíba do Sul que por sua vez corre em direção ao oceano Atlântico. Noi local onde retiraram os restos mortais, deixaram os osso de um cavalo, encontrados anos mais tarde em uma segunda escavação que o então vice-governador Nilo Batista mandou fazer.

Aos que se interessarem, recomendo a leitura do Relatório Final da  Comissão Estadual de Verdade do Rio de Janeiro  (CEV-RJ), cujo capítulo sobre Rubens Paiva teve sua redação final a cargo da presidente da Comissão, a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, com um brilhantíssimo texto.

O mais importante de tudo isso, que me deu grande satisfação, foi ter, quinze anos depois, confirmado a belíssima reportagem de Fritz e Heraldo que deve ser vista como um exemplo de trabalho bem feito. Isto mostra que Xexéo, com todas as suas qualidades, escorregou ao dizer que “tropa de choque” nem sempre funciona. É verdade que tratava-se de uma dupla, não era bem uma tropa de choque. Mas eles ficaram quatro meses fora da pauta – e depois continuaram correndo atrás de mais detalhes na tentativa de localizarem os restos mortais -, jamais foram mal visto por seus colegas de redação e fizeram um trabalho impecável, que cumpriu parte da função social do jornalismo: reescrever a História. Hoje, infelizmente, com raras exceções, não se vê este tipo de preocupação nas nossas redações. É tudo em busca da informação imediata, mal trabalhada e, principalmente, mal apurada. Quando não tendenciosa.

17 pensamentos sobre ““Spotlight”, Rubens Paiva e o jornalismo superficial

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  • 13 de janeiro de 2016 em 07:25
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    Obrigada Marcelo pela defesa do bom jornalismo e de jornalistas que foram tão brilhantes e corajosos em suas buscas pela verdade. Fritz estaria comovido com suas palavras e determinação em continuar o relato e esclarecimento da Verdade.

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  • 13 de janeiro de 2016 em 09:30
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    Texto muito bom, como sempre, Auler!

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  • Pingback: Spotlight tupiniquim: quando os jornalistas duvidavam do "oficial" - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

  • 13 de janeiro de 2016 em 13:55
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    Marcelo, exelente trabalho como sempre, porem, acho que os acontecimentos no Brasil hoje sao de uma dimencao muito mais destrutivas que no velho triste passado.
    este texto na carta capital de 2004.
    Carlos Costa, que chefiou o FBI no Brasil por quatro anos, fala sobre como os EUA “compraram a Polícia Federal” e como a “ABIN se prostitui…”. Uma das contas bancárias secretas utilizadas para receber o mensalão é a de número 284002-2, na agência 3476-2 do Banco do Brasil, em Brasília. O valor do mensalão depende do cargo que o indivíduo ocupa (delegado, etc.), mas em média gira em torno de 800 dólares por mês por cabeça.
    http://blogdobolche.blogspot.com/2016/01/policia-federal-brasileira-recebe.html?showComment=1452263001614#c1856913792580812907
    A geopolitica e a grande causadora dos supostos problemas, claro que com seus vassalos internos.
    Desde 2013 quando da visita de joe biden, quando a presidente negou o presal, as espionagens no planalto, na Abin, na Petrobras,
    as manifestacoes dos manipulados, as advertencias de Samuel Pinheiro sobre os interesses extrangeiros, enfim ha uma tonelada de informacoes nao e necessario fazer muito esforco para entender o que vem acontecendo, infelizmente como informar um povo inteiro que foi e e transformado em vegetal pela midia (PIG) tao bem paga em dolares. (midia, PF, MPF, Juizes, politicos e talvez alguns militares)
    Vai ser dificil. mais ha alguns misterios que podem ser esclarecidos.
    https://www.youtube.com/watch?v=2LFJht1gf1s

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  • 13 de janeiro de 2016 em 14:13
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    E ainda existem coxinhas que querem o retorno dos militares. Com uma gama de jornalistas pautados pelo patrão, os militares vão dar cabo da metade da população e eles vão continuar comentando o óbvio.

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  • 14 de janeiro de 2016 em 16:14
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    Muito bom o texto, Marcelo. Tive o privilégio de conviver com esses caras, quando ainda era estagiário no glorioso JB. Eu não passava de garoto ensebado da Zona Sul que se achava ” o cara”, mas a convivência com Fritz, Heraldo, Fleury, Artur Reis, Bartô, Ghioldi Jacinto e tantos outros que já estão em outra dimensão com certeza me fizeram não só um jornalista mais comprometido com a essência da apuração, do rigor e da responsabilidade na divulgação da informação, como também me tornaram uma pessoa melhor. A reportagem morreu? Não para mim, e viva a grande dupla Fritz-Heraldo.

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  • 15 de janeiro de 2016 em 23:51
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    O que me preocupa é que os grandes jornalistas não estão tendo substitutos à altura. Quando os da geração que hoje conta 50 ou mais anos de vida se forem, a geração que os sucederá não passará nem perto dos antecessores no que se refere a essa dedicação à reportagem e a essa obstinação pelo trabalho e pelo interesse público, trazendo ao conhecimento do público aquilo que as autoridades, os poderosos, os burocratas do Estado e a turma da bufunfa querem esconder.

    Jornalismo com “J’ maiúsculo. Parabéns.

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  • 16 de janeiro de 2016 em 19:49
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    Existe um excelente livro sobre o sequestro seguido de morte sob torturas do deputado Rubens Paiva, chama-se “Segredo de Estado” de Jason Tércio. O autor recupera, passo a passo, todo o calvário sofrido pela vítima dos criminosos da ditadura de 64.

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    • 18 de janeiro de 2016 em 08:07
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      Paoliello, Eu estive com o Janson durante a investigação que fiz para a Comissão da Verdade e recebi o livro dele. Muito obrigado pela dica. abração

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  • Pingback: Comentário da Semana: Spotlight, vazamentos seletivos e os dentes do cavalo – objETHOS

  • 18 de janeiro de 2016 em 19:13
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    História espetacular, amigo. Exemplo de trabalho. Hoje, apurações como essa ficam para os livros, não para os jornais. Pelo menos no Brasil. O espaço para outras versões, na maioria das vezes, é: “procurado, o acusado nega”. E pula pra próxima pauta.
    Parabéns pelo relato.
    Abraço forte!

    Responder
  • 1 de fevereiro de 2016 em 09:52
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    Excelente texto e um belo depoimento de a imprensa brasileira já teve mais independência e qualidade.

    Responder
  • 5 de fevereiro de 2016 em 08:14
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    Prezado Sr Jornalista Marcelo Auler,

    Bom dia!!!

    Em respeito ao comentário publicado acima em seu Blog/Site, sobre possíveis favorecimentos oferecidos ou solicitados pelo já falecido, Coronel Leão, é sábio mencionar que: A sua nota não condiz com a verdade dos fatos, pois esse Oficial do Exército Brasileiro JAMAIS aceitou ou tentou subornar alguém!!!
    Jornalismo é muito mais que “sensacionalismo ou acusações”, para aqueles que não podem mais se defender. Ser Jornalista, é apurar com responsabilidade a verdade dos fatos e publicá-las com a certeza de que as mesmas são, ou foram verídicas em algum determinado momento.
    Não querendo adentrar no mérito do assunto, apenas com intuito de defender a imagem ora denegrida em sua matéria, do já falecido Coronel Leão, é que venho por meio deste comentário, informá-lo que o referido Oficial do Exército, faleceu da mesma forma que nasceu, ou seja, sem dinheiro no bolso e com sua honra inabalável, justamente por não ser corrupto!!!
    Com as devidas vênias, imputar inverdades a pessoas já falecidas e sem direito de defesa, é fazer do jornalismo um palco para fama desnecessária e sem merecimento para tal.
    Na certeza de que meu comentário/explanação, será compreendido(a) como uma forma de mostrar a indignação sobre o relatado em seu Blog, desde já, agradeço à atenção ora dispensada.
    Sem mais para o momento,
    Respeitosamente,
    Marcello Costa.

    Responder
  • 5 de fevereiro de 2016 em 11:42
    Permalink

    Prezado Sr Jornalista Marcelo Auler,

    Mais uma vez, muito bom dia!!!

    Ao ler novamente seu texto, agora pela segunda vez, fiquei um pouco “confuso” com sua colocação na seguinte frase: “Eles , além de remexerem documentos, procuraram personagens da época, como oficiais que serviam no quartel da PE. Um deles foi o então capitão Ronald Jose Motta Baptista de Leão, que tentou acharcá-lo. Pediu dinheiro em troca de uma possível foto de Paiva no “pau de arara” e de informações sobre o local onde estaria seu corpo”. O termo utilizado no texto em questão (Acharcar) foi o causador de minha “confusão”, pois o mesmo tem como seu significado ENCHARCAR, OU SEJA, NÃO ESTÁ RELACIONADO OU MUITO MENOS POSSUI O MESMO SIGNIFICADO DO VERBO ACHACAR, QUE DE ACORDO COM O DICIONÁRIO DA LINGUA PORTUGUESA SIGNIFICA O SEGUINTE: Possível ato de extorquir, provocar desconforto ou desagrado a alguém. Desta forma, no contexto do seu comentário, acredito que houve de forma equivocada, o emprego do termo acharcar!
    Assim sendo, sr jornalista, com todo o respeito achei o texto um tanto confuso, ora no emprego errôneo do termo acima mencionado, bem como, na afirmação de colocar o Coronel Leão como um corrupto.
    Apenas com intuito de informar, para achacar alguém, é preciso que esteja estabelecida uma relação de poder de uma parte sobre a outra, onde no seu texto, fica nítido que não ocorreu!!!
    Minhas cordiais saudações,
    Fraternalmente,
    Marcello Costa

    Responder

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